ESTELIONATO

Golpe da falsa prova de vida causa prejuízo de R$ 108 mil

Por Vitor Moretti | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Foram efetuadas várias transações na modalidade débito utilizando cartão vinculado à conta do Mercado Pago, causando prejuízo estimado em R$ 108 mil
Foram efetuadas várias transações na modalidade débito utilizando cartão vinculado à conta do Mercado Pago, causando prejuízo estimado em R$ 108 mil

Uma pensionista de 57 anos procurou a Polícia Civil após ser vítima de um golpe que resultou em prejuízo de aproximadamente R$ 108 mil em Araçatuba. O caso foi registrado como estelionato nesta quarta-feira (10) e será investigado.

De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima recebeu uma ligação telefônica de um homem que se apresentou como funcionário do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Durante a conversa, ele afirmou que seria necessária a realização da prova de vida para manutenção do benefício previdenciário.

Segundo o relato da mulher, o interlocutor demonstrou conhecer informações pessoais e questionou sobre as instituições financeiras onde ela possuía contas bancárias.

Ainda conforme o registro policial, o suposto funcionário informou que o procedimento seria realizado por meio do aplicativo Mercado Pago. A pensionista relatou que não realizou nenhuma operação no aparelho celular, mas percebeu que o telefone passou a apresentar falhas, ficando travado e exibindo apenas uma mensagem de espera na tela, sem permitir qualquer comando.

Pouco tempo depois, ela constatou que diversas movimentações financeiras estavam sendo realizadas sem sua autorização. A vítima afirmou que tentou desligar o aparelho, mas não conseguiu. Familiares também teriam enfrentado dificuldades para entrar em contato com ela, já que a linha telefônica permaneceu inoperante.

O boletim de ocorrência aponta que foram efetuadas várias transações na modalidade débito utilizando cartão vinculado à conta do Mercado Pago, causando prejuízo estimado em R$ 108 mil.

A pensionista informou ainda que o autor da ligação se identificou como “Yuri”. No entanto, ao verificar algumas das movimentações bancárias, percebeu que parte dos valores teria sido destinada a uma pessoa identificada como “Murilo”.

Para interromper o funcionamento do aparelho e cessar as movimentações, a vítima relatou que precisou quebrar o telefone celular. Ela disse não possuir informações sobre o número utilizado pelo golpista.

O caso foi encaminhado para investigação. A Polícia Civil orientou a vítima a apresentar posteriormente extratos bancários, comprovantes, capturas de tela e demais documentos que possam auxiliar na apuração dos fatos.

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