VARA DO JÚRI

VÍDEO: Homem que incendiou abrigo e matou 4 em SJC aguarda júri

Por Da redação | São José dos Campos
| Tempo de leitura: 3 min
Reprodução
Quatro vítimas fatais do incêndio no abrigo Consoladora dos Aflitos
Quatro vítimas fatais do incêndio no abrigo Consoladora dos Aflitos

Uma tragédia à espera de justiça.

Leandro Rangel Vilela aguarda julgamento por ter colocado fogo no abrigo Consoladora dos Aflitos, na região central de São José dos Campos, provocando a morte de quatro pessoas e ferindo outras oito. O crime aconteceu em 10 de março de 2025.

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De acordo com a Justiça, ele segue preso preventivamente e tornou-se réu por quatro homicídios qualificados consumados e outros dezoito na modalidade tentada. Além disso, é reincidente em atividade criminosa.

Ainda não há uma data definida para que Leandro seja levado a julgamento. A ação penal corre na Vara do Júri e de Execuções Criminais de São José dos Campos e está em fase de instrução processual.

O TJ-SP (Tribunal de Justiça de São Paulo) informou que não há audiência de instrução marcada para esse processo, tampouco júri.

"O processo está em fase de diligências complementares, em razão da complexidade dos fatos, e a produção e juntada dessas provas são necessárias para assegurar o pleno exercício do contraditório e da ampla defesa. O feito tramita com prioridade e seguirá seu curso regular após a conclusão das diligências", disse o TJ-SP.

Em janeiro deste ano, a Justiça abriu prazo para o Ministério Público apresentar a qualificação completa de 16 vítimas arroladas no processo, para que elas sejam intimadas a comparecer em futura audiência.

Denúncia aceita pela Justiça

No ano passado, a denúncia contra Leandro foi aceita pela Justiça, em sentença do juiz Milton de Oliveira Sampaio Neto, da Vara do Júri e de Execuções Criminais de São José. Na ocasião, ele também manteve a prisão preventiva do acusado, que passou a ser réu na ação penal do incêndio ao abrigo.

“Há indícios de autoria contra o denunciado, consubstanciados, em síntese, no auto de prisão em flagrante delito, nos depoimentos das testemunhas, que reconheceram o denunciado pessoalmente e na análise de imagens captadas por câmera de segurança instalada nas imediações do local do fato”, escreveu o magistrado na decisão, em 10 de abril de 2025.

“Tais indícios dão conta de que, nas condições de tempo e lugar descritas na denúncia, o ora acusado teria assumido o risco de matar todas as vítimas, tendo de fato dado causa à morte das vítimas idosas Hélio Gonçalves Tobis e Márcia Aparecida Santini, assim como das vítimas Moisés Felippe e Regiane Soares dos Santos, além de ter tentado matar Ricardo Domingues, Wellington Batista Martins e outras dezesseis pessoas (vítimas a serem ainda identificadas)”, completou o juiz.

Procurado, o advogado de defesa de Leandro não foi localizado pela reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

O incêndio

A tragédia aconteceu na madrugada de 10 de março de 2025, quando um incêndio atingiu o prédio do abrigo, localizado na rua Sebastião Hummel, na região central da cidade. O local atendia pessoas em situação de vulnerabilidade social.

De acordo com a Polícia Militar, o fogo foi provocado de forma criminosa. Leandro foi o suspeito identificado logo após o crime. Conforme o boletim de ocorrência, ele teria ateado fogo em um sofá de um bazar que funcionava dentro do abrigo. As chamas se espalharam rapidamente e tomaram todo o prédio.

O local abrigava 22 pessoas no momento do incêndio. Quatro acolhidos morreram carbonizados. As vítimas tinham idades entre 50 e 61 anos. Outras 18 pessoas sobreviveram, sendo que oito ficaram feridas e precisaram ser socorridas ao pronto-socorro da Vila Industrial.

O suspeito passou a responder pelos crimes de incêndio criminoso, homicídio qualificado e tentativa de homicídio. Após o episódio, o prédio do abrigo foi interditado.

Um ano depois, a lembrança da tragédia segue viva entre voluntários, acolhidos e moradores da cidade, que relembram as vítimas e destacam a mobilização solidária que ajudou a instituição a continuar o trabalho de acolhimento.

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