JÚRI POPULAR

Mecânico que atropelou casal após briga será julgado em Buritama

Por Guilherme Renan | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Divulgação
Imagem do local do crime: carro do réu após o atropelamento ficou danificado
Imagem do local do crime: carro do réu após o atropelamento ficou danificado

O mecânico Edson Leão da Silva, de 46 anos, será julgado nesta terça-feira (14) pelo Tribunal do Júri de Buritama, acusado de tentar matar um casal atropelado após uma briga em um bar. A sessão está marcada para as 9h, no Fórum local, e será aberta ao público.

O réu foi pronunciado pela Justiça para responder a júri popular por tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil, com base no artigo 121, §2º, II, combinado com o artigo 14, II, do Código Penal. O crime ocorreu no dia 24 de fevereiro de 2024, em frente ao Bar do Cido, localizado na Rua José Marques Nogueira, no centro de Lourdes, município da região de Araçatuba.

Segundo o inquérito policial, Edson se envolveu em uma discussão com Ailton Francisco Evangelista e Simone Pereira Brito Evangelista durante um churrasco no local. Testemunhas relataram que, após o desentendimento, o investigado foi até o carro, voltou com um facão, mas foi contido pelos frequentadores. Pouco tempo depois, ele retornou ao bar para tentar apaziguar a situação, mas uma nova confusão começou. Neste momento, Edson deixou o local e, após alguns minutos, voltou dirigindo em alta velocidade, atropelando o casal que estava sentado em uma mesa na calçada.

Em depoimento à Polícia Civil, B.G.C., que estava no bar, contou que Edson “retornou cerca de 10 a 15 minutos depois com o veículo e atingiu Ailton e Simone”. Já S.C.S.F. afirmou ter visto o momento em que “Edson Leão jogou o carro sobre o casal”. O veículo ainda colidiu com a parede do estabelecimento.

As vítimas foram socorridas e levadas para a Santa Casa de Buritama. Ailton sofreu cortes na cabeça, fratura na mão esquerda e ferimentos nos joelhos, enquanto Simone teve luxação na clavícula direita e cortes no pé.

O caso foi investigado pela Delegacia de Polícia de Lourdes e resultou na pronúncia do réu para julgamento no júri popular. As advogadas de defesa de Edson, Daiane de Almeida Oliveira e Victória Pache, afirmaram que “o julgamento é a oportunidade de esclarecer os fatos de forma ampla e garantir os direitos do acusado”.

O julgamento promete mobilizar a comunidade local, já que o caso teve grande repercussão na cidade à época.

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