SAÚDE DO CORAÇÃO

Araçatuba registra 219 mortes por doenças cardíacas em 2025

Por Wesley Pedrosa | da Redação
| Tempo de leitura: 3 min
Agência Brasil
Prevenção é essencial para reduzir riscos e melhorar a saúde do coração, alerta especialista de Araçatuba
Prevenção é essencial para reduzir riscos e melhorar a saúde do coração, alerta especialista de Araçatuba

As doenças do coração estão entre as mais comuns e seguem como uma das principais causas de adoecimento e morte no Brasil, configurando-se como um grave problema de saúde pública em escala mundial. No dia 14 de agosto, foi celebrado o Dia do Cardiologista, data que reforça a importância da prevenção, enquanto setembro também reserva um alerta: no dia 29 será lembrado o Dia Mundial do Coração.

De acordo com o Ministério da Saúde, em 2024, as doenças cardiovasculares,  incluindo o infarto, foram a principal causa de óbito no país. Até setembro daquele ano, o infarto agudo do miocárdio foi responsável por 56.096 mortes. No total, mais de 237 mil brasileiros perderam a vida por complicações cardiovasculares.

Em Araçatuba, o cenário também preocupa. Dados da Secretaria Municipal de Saúde revelam que, de janeiro a agosto de 2025, foram realizados 2.476 atendimentos na unidade Auxilium relacionados a problemas cardíacos. Já em relação aos óbitos, entre janeiro e julho, 219 pessoas morreram por doenças do aparelho circulatório, sendo 26 casos especificamente de infarto agudo do miocárdio.

Segundo especialistas, os fatores de risco podem ser divididos em dois grupos: os hereditários e os externos. Embora condições genéticas desempenhem papel importante, fatores como tabagismo, sedentarismo, obesidade, má alimentação, estresse e sono de má qualidade são os mais frequentes e podem ser prevenidos com mudanças de hábitos.

A cardiologista Tawine Guimarães Dal Bello, que atende na unidade Auxilium em Araçatuba, destaca que o acompanhamento médico é fundamental: “É importante reforçar que no mundo as doenças cardiovasculares, como os infartos e os acidentes vasculares cerebrais (AVCs), continuam entre as principais causas de morte. Apesar de os AVCs estarem mais ligados à neurologia, nós cardiologistas também acompanhamos esses pacientes para investigar, por exemplo, se houve uma arritmia que levou ao desfecho desfavorável.”

A médica lembra que os fatores de risco podem ser classificados como modificáveis e não modificáveis. “Entre os modificáveis, temos a má alimentação, rica em gorduras, carboidratos e sódio, o sedentarismo, o tabagismo, a obesidade, a má qualidade do sono e o estresse. Todos esses podem ser melhorados com mudança de hábitos e acompanhamento médico. Já os não modificáveis envolvem histórico familiar, quando pais, mães ou irmãos tiveram doenças cardiovasculares precocemente, além de condições genéticas como o colesterol elevado”, explica.

A prevenção, segundo Tawine, é a melhor forma de combater esses riscos. “Nada melhor para vencer os fatores de risco do que a prevenção. O acompanhamento regular com o cardiologista, a realização de exames e o uso correto dos medicamentos são fundamentais. Se o paciente é diabético, hipertenso ou tem colesterol elevado, precisa manter o tratamento de forma contínua e, em alguns casos, até por toda a vida.”

Especialistas reforçam que o coração funciona como uma bomba vital, responsável por levar oxigênio e nutrientes para o corpo. Pequenos descuidos diários, como má alimentação ou falta de atividade física, podem levar a complicações graves com o passar do tempo. Por outro lado, quando bem cuidado, o coração pode garantir uma vida mais longa e saudável.

Neste mês em que se comemora o Dia do Cardiologista e, em breve, o Dia Mundial do Coração, a mensagem é clara: a prevenção e os hábitos saudáveis continuam sendo as melhores armas contra as doenças cardíacas.

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