CONTRA O TEMPO

Mianmar tenta salvar sobreviventes, há 1.700 mortos; VÍDEO

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução de vídeo/Facebook
Além dos mortos, há cerca de 3.400 feridos e mais de 300 desaparecidos.
Além dos mortos, há cerca de 3.400 feridos e mais de 300 desaparecidos.

O número de mortos no terremoto que atingiu Myanmar continua a subir neste domingo (30), chegando a aproximadamente 1.700 vítimas, segundo a junta militar que governa o país. Além disso, há cerca de 3.400 feridos e mais de 300 desaparecidos. Enquanto isso, equipes de resgate estrangeiras e ajuda humanitária se mobilizam para socorrer as comunidades atingidas, onde hospitais estão sobrecarregados e operações de resgate enfrentam desafios devido à falta de recursos.

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O terremoto de magnitude 7,7, um dos mais fortes em um século no país do Sudeste Asiático, aconteceu na sexta-feira (28), afetando especialmente regiões já devastadas por conflitos armados. O número de vítimas pode aumentar.

Países vizinhos, incluindo Índia, China, Tailândia, Malásia, Singapura e Rússia, enviaram equipes e materiais de socorro. A Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho destacou que a destruição foi extensa e que as necessidades humanitárias crescem rapidamente.

Os Estados Unidos prometeram US$ 2 milhões em ajuda humanitária para Myanmar, por meio de organizações locais, e enviaram uma equipe de resposta emergencial da USAID.

Estruturas essenciais, como pontes, rodovias, aeroportos, ferrovias e hospitais, foram danificadas, dificultando os esforços humanitários, inclusive para enviar alimentos e remédios. O terremoto afetou também regiões da vizinha Tailândia, onde um prédio em construção desabou, matando 18 pessoas e deixando ao menos 76 presas sob os escombros em Bangkok.

Dificuldades no resgate e falta de assistência

Em áreas próximas ao epicentro, moradores relataram à Reuters que a assistência governamental é escassa, e as comunidades têm agido por conta própria. Além disso, a cidade enfrenta falta de eletricidade e os estoques de água potável estão se esgotando.

Em Mandalay, segunda maior cidade de Myanmar, dezenas de pessoas continuam presas sob os escombros de edifícios desmoronados. Profissionais de ajuda humanitária relataram que as equipes estão tentando realizar os resgates com ferramentas rudimentares.

Corrida contra o tempo

Equipes de resgate da Rússia e da Índia estão a caminho de Mandalay, enquanto trabalhadores da China, Tailândia e Singapura já chegaram ao país para auxiliar no resgate.

Na Tailândia, os esforços continuam pelo terceiro dia consecutivo para resgatar trabalhadores soterrados no desabamento do edifício de 33 andares em Bangkok. Equipes usam drones e cães farejadores para tentar localizar sobreviventes. A polícia tailandesa afirmou que as buscas são uma corrida contra o tempo. “Temos 72 horas para salvar aqueles que ainda podem estar vivos”.

*Com informações da Reuters

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