
Um iPad recuperado do rio Tâmisa em novembro de 2024 tornou-se a peça-chave para condenar três homens por tentativa de homicídio em um caso que remonta a julho de 2019. O dispositivo, encontrado pela Unidade de Polícia Marítima de Londres durante buscas por novas evidências, estava inoperante mas com seu chip intacto, permitindo o acesso a dados cruciais.
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Nesta segunda-feira (24), Daniel Kelly, 46 anos, e os irmãos Stewart e Louis Ahearne, de 46 e 36 anos respectivamente, foram declarados culpados por conspiração para assassinato. Os mesmos homens já haviam sido condenados anteriormente pelo roubo de artefatos históricos avaliados em US$ 2,3 milhões de um museu suíço.
De acordo com o detetive superintendente Matt Webb, o iPad provou ser fundamental para demonstrar que os acusados rastrearam a vítima, Paul Allen, de 45 anos. "O dispositivo comprovou o uso de aparelhos de rastreamento conectados aos acusados", afirmou Webb. A perícia técnica confirmou que os criminosos instalaram um rastreador no carro de Allen antes do ataque.
O atentado ocorreu em 11 de julho de 2019, quando Allen foi atingido por seis tiros enquanto estava em sua cozinha, ficando permanentemente paralítico. Investigadores descobriram que os acusados passaram uma semana monitorando a vítima, utilizando um carro alugado por Stewart Ahearne que também foi usado em um assalto em Kent dois dias antes do tiroteio.
Apesar das prisões ocorridas em janeiro de 2020, os três homens sempre negaram envolvimento no crime. A condenação recente marca o capítulo final de uma investigação internacional complexa, demonstrando a persistência das autoridades britânicas em solucionar crimes graves. "Não deixaremos pedra sobre pedra quando se trata de levar criminosos à justiça", destacou o detetive Webb.
Com informações do Portal Metrópoles.
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