TORTURA E MORTE

Psicólogo adotou e matou mais de 16 gatos em rituais; VÍDEO

Por | da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/PCDF
Um dos felinos foi resgatado por uma protetora com uma pata fraturada e precisou passar por cirurgia.
Um dos felinos foi resgatado por uma protetora com uma pata fraturada e precisou passar por cirurgia.

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) indiciou o psicólogo Pablo Stuart Fernandes Carvalho, de 30 anos, pela morte de 16 gatos que ele adotou. Segundo a investigação conduzida pela Delegacia de Repressão aos Crimes Contra os Animais (DRCA), os felinos eram torturados e mortos em rituais. O caso veio à tona após denúncias de protetores de animais, que pedem justiça nas redes sociais.

Adoções suspeitas e desaparecimento

Desde setembro de 2024, Pablo adotava exclusivamente gatos de pelagem tigrada, utilizando um discurso emotivo para convencer protetores e ONGs a concederem os animais. Cerca de um mês após cada adoção, ele alegava que os bichos haviam fugido e solicitava novos. Com o avanço das investigações, outras cuidadoras relataram experiências semelhantes, levantando a suspeita de que o número de vítimas pode ultrapassar 20.

Indiciamento e provas coletadas

A DRCA reuniu evidências que apontam para maus-tratos e mortes de diversos felinos. Áudios obtidos durante a investigação indicam que Pablo afirmava realizar experimentos com os animais e, em um dos trechos, ele menciona ter abandonado dois gatos durante um suposto surto emocional. Um dos felinos foi resgatado por uma protetora com uma pata fraturada e precisou passar por cirurgia.

Diante da gravidade dos fatos, o suspeito foi indiciado por três crimes de maus-tratos a animais, cuja pena varia de dois a cinco anos de reclusão por caso. Novas provas ainda estão sendo analisadas, e ele pode responder por outros crimes nos próximos dias. A polícia também investiga se ele agia sozinho ou com a participação de terceiros.

Defesa e alegações do suspeito

Acompanhado de advogado, Pablo optou por permanecer em silêncio durante o interrogatório. Sua defesa nega as acusações e sustenta que os gatos fugiram durante um surto emocional. O advogado Carlos Silva também questiona as provas reunidas e afirma que o síndico do condomínio onde Pablo mora pode confirmar que nenhum animal sofreu maus-tratos no local.

Repercussão e mobilização social

O caso gerou comoção e mobilização nas redes sociais. O grupo SOS Pets Brasil e Gatos do Cerrado, entre outros protetores organizam uma campanha para exigir a punição do suspeito. Tutores de animais compartilham imagens de seus bichos de estimação com mensagens de protesto.

A PCDF pede que protetores que tenham entregue animais a Pablo procurem a DRCA para fornecer informações adicionais. Também reforça a importância de denunciar casos de maus-tratos por meio dos canais oficiais da corporação.

*Com informações do Metrópoles e da PCDF

Vídeo:

Ver essa foto no Instagram

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários