Uma galinha de estimação tem ajudado um menino de 4 anos de Castilho diagnosticado com Transtorno do Espectro Autista (TEA) de grau leve. Juju, como a ave foi batizada, já virou uma espécie de membro da família e é tratada com carinho por todos, dos pais de Nícollas Henrique Santos Pereira aos parentes mais distantes dele.
“Com um ano e meio, notei que ele tinha semelhanças com uma prima que também tem autismo. Então, eu o levei na neurologista e no psicólogo, para acompanhamento. Há vezes em que ele tem crises e a galinha ajuda muito“ , explica a mãe, Alexia dos Santos Silva.
A galinha foi dada de presente à criança pela tataravó. O amor por Juju foi imediato. Como forma de deixar Nícollas entretido e tranquilo, a família optou por sempre mantê-lo perto do bípede. "A galinha alegra e estimula ganhos emocionais e físicos do Nícollas", afirma um parente do garoto.
“Ele acha que a Juju sente fome a toda hora, então ele pede para dar comida a ela logo que acorda. Ela (galinha) me ajuda bastante porque eu trabalho e há vezes em que ele precisa de uma companhia. Ela o acalenta. Pegamos muito amor na Juju” , prossegue Alexia.
A relação com os animais de estimação é benéfica para crianças autistas ou com outros transtornos do desenvolvimento. Um estudo conduzido em 2014 por pesquisadores da área da saúde revelou que as crianças com TEA pareceram mais receptivas brincando com os cães.
Quando estavam com os animais, as crianças mostraram um nível maior de atividade focada no interesse pelo ambiente. Desde então, muito tem sido estudado sobre a relação benéfica entre os animais e os humanos. Exatamente por isso, eles passaram a ser usados cada vez mais em terapias assistidas.
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