Um autônomo que atualmente trabalha como piscineiro abriu boletim de ocorrência de ameaça, na última sexta-feira (14), contra um ex-fornecedor de quem comprava produtos para seu antigo negócio. A ocorrência foi registrada na Central de Flagrantes da Polícia Civil.
R. G. C., de 34 anos, relatou que admite ter uma dívida, de aproximadamente R$ 25 mil, com o fornecedor, mas que o autor das ameaças lhe cobra um valor exorbitante, na casa de R$ 85 mil.
Eles combinaram de se encontrar para negociar, porém os ânimos se exaltaram e o acusado, identificado no BO apenas como Cris, ameaçou a vítima dizendo que, já que não chegaram a qualquer acordo, chamaria os "irmãos", apelido de integrantes de uma facção criminosa atuante no Estado de São Paulo.
R. G. C. era dono de uma lanchonete na Avenida Prestes Maia, em Araçatuba, e comprava frios do estabelecimento comercial do acusado, em Birigui.
A vítima afirma que, depois que decidiu passar a trabalhar somente como piscineiro, encerrando as atividades comerciais, tentou contatar Cris para negociarem a dívida em aberto Porém, de acordo com a vítima, o fornecedor jamais se dispunha a atendê-lo, sempre apresentanto justificativas.
No dia (4) deste mês, Cris procurou o piscineiro e informou a ele o que seria o valor atual da dívida, que R. G. C. não reconheceu como verdadeiro. Sem chegarem a uma concordância, decidiram se encontrar pessoalmente na quinta-feira (13) ás 20h.
A vítima marcou a reunião e escolheu um lugar público, em frente à loja Havan, no centro da cidade, e levou ao encontro sua mulher e o filho de 1 ano de idade. Cris teria chegado juntamente com um "cobrador", com intuito de intimidar R. G. C.
Fornecedor e cobrador, então, exigiram a motocicleta da vítima como entrada do pagamento da dívida. R. não aceitou, afirmando que usa a moto para trabalhar. Como a negociação não progrediu e houve exaltação entre as partes, Cris afirmou que procuraria ajuda para receber o dinheiro. Foi quando ameaçou contatar os membros da facção criminosa.
A vítima recorreu à Polícia Civil porque se sente ameaçada e teme algum dano à família. Na Central de Flagrantes R. G. C. foi orientado a entrar com processo. Em um primeiro momento, a vítima afirmou preferir somente registrar o BO.
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