Justiça

Sessão do Tribunal do Júri tem acusado de homicídio no banco dos réus

Por Lauro Sampaio | Da Redação/Folha da Região
| Tempo de leitura: 2 min
Arquivo/FR
Fórum de Araçatuba, onde acontece a sessão do Tribunal do Júri
Fórum de Araçatuba, onde acontece a sessão do Tribunal do Júri

Está acontecendo no Fórum de Araçatuba, na manhã desta quarta-feira, 15, mais uma sessão do Tribunal do Júri. Quem está no banco dos réus é Davi Moura de Oliveira, acusado de homicídio ocorrido no dia 20 de março de 2020, na rua Waldir Cunha, bairro Água Branca.

Conforme consta na sentença de pronúncia (quando o juiz decide que o réu ou a ré vai a júri), David, pilotando uma motocicleta, parou num salão de tatuagem do bairro, por volta das 19h, desceu com o capacete na cabeça e efetuou quatro disparos contra Gabriel Marcos da Silva, que morreu a caminho do hospital. Como o acusado de assassinato estaria com um capacete na cabeça, o dono do salão não soube precisar as características físicas do atirador naquela ocasião.

Armas em casa

Através de investigações policiais perpetradas pela DIG de Araçatuba, foram encontradas na casa de David dois revólveres, sendo uma pistola prateada supostamente usada no assassinato, conforme relatou o delegado de Polícia, Rodolfo Carlos de Oliveira.

O delegado disse em seu relatório que testemunhas apontaram o uso de uma pistola prateada no assassinato de Gabriel, além do acusado ter confessado espontaneamente na delegacia que teria matado o rapaz porque ele havia mexido com sua ex-namorada e ele ficou sabendo por meio de "talaricos".

Oliveira relatou que David é um rapaz respeitado no mundo da criminalidade e que trabalharia para o chefe do tráfico no bairro.

Pesa ainda contra o réu uma acusação de tentativa de homicidio ocorrida em anos anteriores à consumação do homicidio.

Defesa

A defesa do réu David vai trabalhar para contraditar as acusações do Ministério Público Estadual que ofertou denúncia contra ele e contra a Polícia Civil. A defesa apontará que o dono do salão de tatuagens onde ocorreu o assassinato não reconheceu David como o assassino e que uma garota afirmou, em depoimento, que passou a noite toda desse dia com o acusado numa festa numa área de lazer.

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