Mundo animal

A luta de Cachaça e Garapa, duplinha de cahorro-do-mato, pela readaptação após resgate

Por | Da Redação
| Tempo de leitura: 2 min
Reprodução/Associação Mata Ciliar
Recinto da duplinha esperta ganhou modificações no recinto onde vivem para melhor adaptação
Recinto da duplinha esperta ganhou modificações no recinto onde vivem para melhor adaptação

A equipe da Associação Mata Ciliar de Araçatuba está desenvolvendo várias práticas para que Cachaça e Garapa, as duas filhotes de cachorro-do-mato que chegaram à entidade no início de setembro, resgatadas de área de canavial na região, possam ser reabilitadas.

Os veterinários fecharam o recinto da duplinha esperta para que houvesse barreira visual e redução do contato humano. O pessoal aproveitou e adicionou itens novos no recinto para facilitar a adaptação dos filhotes.

No início, Cachaça e Garapa passavam apenas o dia no recinto, atualmente, passam o dia e a noite para que possam interagir e desenvolver o instinto natural da espécie.

“Muitos dos animais atendidos em Araçatuba são vítimas de acidentes causados pela monocultura de cana-de-açúcar”, informa a associação, cujo Centro de Reabilitação de Animais Silvestres (Cras) não está mais recebendo animais devido à falta de parcerias com prefeituras e empresas.

“Uma situação preocupante para a rica biodiversidade regional considerando que, em cinco anos, esse Cras recebeu mais de 2 mil animais”, acrescenta a Associação Mata Ciliar, que não tem fins lucrativos e conta justamente para pode custear os atendimentos e tratamentos realizados.

Essas despesas incluem equipamentos, curativos, medicações, além de produtos para a manutenção e alimentação, como mamadeira, leite, cobertor, aquecedor e caixas de transporte, entre outros itens. Quem quiser conhecer mais ou ajudar, é só buscar nas redes sociais por #associaçãomataciliar.

Trabalho estratégico

A Associação Mata Ciliar firmou em 2018 uma parceria com a Unesp de Araçatuba com objetivo de gerenciar o Cras, uma espécie de hospital de animais silvestres. Os mais de 2 mil animais recebidos nesse período são de variadas espécies, de onça-pintada a lobo-guará, de tamanduá e cachorro-do-mato a aves diversas e répteis, vindos de 28 municípios da região, com apoio da Polícia Militar Ambiental, Corpo de Bombeiros e da Via Rondon, concessionária que administra a rodovia Marechal Rondon na região.

A maioria dos animais é vítima de atropelamento por colheitadeiras nas lavouras de cana-de-açúcar – muitos são atraídos pelos insetos e roedores que rondam esses equipamentos em busca de resíduos dos alimentos colhidos, e acabam atingidos pelos maquinários -  ou por veículos que trafegam nas rodovias do Noroeste Paulista. Outros são vítimas de queimadas, desmatamentos ou caças.

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