Araçatuba

Samar vai apresentar estudo sobre segurança hídrica do ribeirão Baguaçu

Por Da Redação |
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Empresa diz que é preciso um esforço conjunto entre Estado e sociedade, entre os diferentes setores econômicos, para salvar o Baguaçu. Foto: Divulgação
Empresa diz que é preciso um esforço conjunto entre Estado e sociedade, entre os diferentes setores econômicos, para salvar o Baguaçu. Foto: Divulgação

No dia 6 de outubro, a GS Inima Samar, concessionária responsável pelo abastecimento de água e esgotamento sanitário de Araçatuba (SP), vai apresentar o estudo “Segurança Hídrica no Ribeirão Baguaçu em Araçatuba”.

O evento será realizado no auditório da Secretaria Municipal de Educação, no mezanino do Edifício Siran, no centro da cidade, e também será transmitido pelo canal da Samar no YouTube.

De acordo com a empresa, o trabalho tem como objetivo apresentar recomendações de ações prioritárias de segurança hídrica para o Ribeirão Baguaçu, sub-bacia hidrográfica presente nos territórios dos municípios de Araçatuba, Bilac, Coroados e Birigui, no interior de São Paulo e integrada à bacia hidrográfica do Baixo Tietê.

O manancial é a fonte d’água responsável pelo abastecimento de 50% da população de Araçatuba, um conjunto da ordem de 95 mil pessoas. A versão preliminar do documento, a que a Folha da Região teve acesso, traz informações detalhadas sobre a condição do Baguaçu nos quatro municípios, como vegetação, assoreamento, poluição e necessidades de restaurações de áreas de preservação permanente (APPs).

Considerando, por exemplo, somente o curso principal do Ribeirão Baguaçu, a APP possui área de 318,30 hectares (ha), sendo que 243,30ha (76,44%) da área ainda é coberta com vegetação nativa e 75ha (23,56%) perdeu sua cobertura vegetal.

DESTAQUES

No documento, a Samar destaca o fato de que a segurança hídrica local vem sofrendo pressões de outras naturezas. “As condições ecossistêmicas no entorno do manancial vêm sendo degradadas.

Há também um desafio de equilibrar e gerenciar os usos múltiplos da água desse manancial, sobretudo considerando as condições de escassez hídrica e a queda contínua que a região vem sofrendo em termos do volume de chuvas, tendo de observar a garantia dos usos prioritários garantidos em nossa legislação”, diz o texto.

É ressaltado ainda que somente um esforço conjugado entre Estado e sociedade, entre os diferentes setores econômicos, viabilizará a possibilidade de um novo paradigma. Sendo que esse novo olhar está diretamente atrelado ao entendimento de que vivemos em um cenário de escassez hídrica e extremos climáticos que impactam diretamente nossas políticas e ações relacionadas à água.

Ao final do evento, os prefeitos e organizações presentes serão convidados a assinar um termo de compromisso em defesa do Baguaçu.

APRESENTAÇÃO

Além da apresentação, o evento do dia 6 contará com a participação do diretor da Agência Nacional de Água e Saneamento (ANA), Vitor Saback, do diretor de Recursos Hídricos do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE) e secretário executivo da Bacia Hidrográfica do Baixo Tietê (CBH-BT), Luis Otávio Manfré, do presidente do Sindicato Rural da Alta Noroeste (Siran), Thomas Rocco, do prefeito de Araçatuba, Dilador Borges (PSDB), sendo mediada pelo diretor de Relações Institucionais e de Sustentabilidade da GS Inima Brasil, Roberto Muniz.

O estudo foi realizado pela Brava Engenharia e pelo Instituto Democracia e Sustentabilidade, e conta com apoio da Prefeitura de Araçatuba e da Agência Reguladora e Fiscalizadora (Daea).

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