Região

CPFL registra mais de 80 interrupções de energia por queimadas na região

Por Da Redação |
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As queimadas podem ter duas causas: humanas ou naturais, e o tempo seco, aliado à ação dos ventos, pode fazer as chamas aumentarem e se proliferarem. Além disso, a ausência de chuvas - comuns nessa época do ano - faz com que as queimadas em larga escala aumentem.

O assunto é discutido com empenho pelas distribuidoras e transmissoras de energia elétrica, pois há sério risco de incêndio em terrenos baldios ou áreas rurais sob as redes de distribuição e transmissão.

Um levantamento feito pelo Centro de Operações da CPFL Paulista mostra que, apenas nas cidades que contemplam a região de Araçatuba, durante 2021, foram contabilizadas 88 queimadas (de todas as proporções, sejam no campo ou na área urbana) responsáveis por interrupções no fornecimento de energia. Nos primeiros seis meses de 2022, o número já chega a 20.

"Nosso trabalho de conscientização com o Guardião da Vida visa diminuir, ano após ano, o número de queimadas e ter o menor impacto possível no serviço prestado, e também alertar que, de modo geral, são prejudiciais para o meio ambiente e à saúde humana.

Além dos prejuízos à distribuidora, as queimadas geram destruição ambiental dos biomas e áreas que elas afetam, além de emitirem gases poluentes e fumaça, que causam mal à saúde, quando inalados", afirma Ricardo Anacleto, gerente de operações de Campo da CPFL Paulista.

Os incêndios sob a rede de distribuição de energia são, muitas vezes, causados pelo uso do fogo como método de poda de algumas plantações. "O impacto das queimadas é maior ainda quando acontecem sob as linhas de transmissão, responsáveis pelo abastecimento de regiões inteiras", reforça Anacleto.

Entre os municípios com mais interrupções na região de Araçatuba em 2021, a cidade lidera o ranking com 47 ocorrências. Penápolis ocupa a segunda posição com 14 casos e Birigui e Guararapes em terceiro lugar, com seis ocorrências cada.

Considerando todas as cidades atendidas pela CPFL Paulista em 2021, as interrupções desse tipo caíram 39% em relação a 2020. Foram 2.272 ocorrências no ano passado contra 3.715 no ano anterior.

Se compararmos apenas os primeiros seis meses de 2022, em relação ao mesmo período de 2021, o número seguiu a mesma queda, 38%. De acordo com o estudo da distribuidora, Campinas liderou o ranking geral de queimadas, totalizando 168 ocorrências, seguida por Bauru e Ribeirão Preto, ambas com 112.

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