Em decisão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Rodrigo Ichikawa, conhecido como ‘Japa’, ganhou processo contra o Santos em que cobra cerca de US$ 490 mil (cerca de R$ 2,3 milhões atualmente) pela intermediação na contratação do meia peruano Cueva, em 2019.
Segundo informações publicadas no Lance, Ichikawa alegou que, à época, o ex-presidente do Santos, José Carlos Peres, se comprometeu a pagar 7% de comissão em cima do valor pago ao Krasnodar, da Rússia, pela contratação de Cueva. O Peixe pagou US$ 7 milhões (cerca de R$ 26 milhões) na transferência.
O Santos se defendeu alegando que a contratação foi negociada diretamente com o Krasnodar, e os advogado do clube ainda afirmaram que não existe contrato assinado entre as partes nos termos de seu estatuto social, além de que Rodrigo Ichikawa não é uma agente credenciado à CBF.
A justiça, porém, acabou dando razão para o empresário explicando que o documento está assinado pelo ex-presidente Peres e não cabe à justiça dizer se Ichikawa é credenciado ou não. Ainda de acordo com o Lance, o juiz Luiz Gustavo Esteves afirmou que, caso o Santos entenda que quem assinou o acordo (Peres) não tenha o poder suficiente para isso, cabe ao clube tomar medidas legais e que Ichikawa não pode ser "penalizado" por isso.
Cueva teve passagem melancólica pelo Santos. Pedido do então técnico Jorge Samapoli, o meia jogou apenas 16 jogos pelo clube e perdeu espaço. O meia forçou sua saída e rescindiu seu contrato com o Santos, se transferindo para o Toluca, do México. No fim de 2020, a FIFA condenou Cueva e Toluca a pagarem ao Peixe o valor de R$ 37.664.106,00 por quebra unilateral de contrato.
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