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Justiça italiana aguarda localização de Robinho pela PF para seguir com pedido de extradição

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 1 min
Foto: Douglas Magno/ AFP
Foto: Douglas Magno/ AFP

A Justiça da Itália ainda espera que a Polícia Federal brasileira notifique ao órgão do país europeu a exata localização do atacante Robinho e de Ricardo Falco, seu amigo, para dar sequência aos trâmites relacionados à condenação de ambos a nove anos de prisão por estupro em grupo, de acordo com reportagem do site UOL. O crime ocorreu em 2013, em Milão, com ambos condenados em janeiro de 2022.

Uma fonte da Justiça italiana ouvida pelo UOL informou que "enquanto não receberem da Polícia Federal o aviso de que Robinho e Falco foram localizados, não podem prosseguir com o pedido de extradição ou com o pedido de transferência de execução de pena".

A assessoria de imprensa da Polícia Federal foi procurada pelo portal, mas não respondeu sobre o motivo da demora em localizar o ex-jogador. No entanto, a entidade comunicou que "por se tratar de nacional brasileiro, (Robinho) não poderá ser extraditado, tendo em vista a extradição de nacionais ser vedada por nossa Constituição, e nos termos do Artigo VI do Tratado de Extradição firmado entre Brasil e Itália".

No último dia 15 de fevereiro, o Ministério Público de Milão emitiu pedido de prisão internacional para Robinho e Ricardo Falco para espera de extradição. Com isso, seus nomes foram colocados na lista vermelha da Interpol, podendo ser presos se fizerem viagens internacionais. Robinho continua morando em imóveis dos quais é proprietário, na cidade de Santos e Guarujá, ambas no litoral de São Paulo, segundo o UOL.

A reportagem também entrou em conato com o advogado da vítima do estupro coletivo, Jacopo Gnocchi. Ele disse esperar que a demora para encontrar Robinho e Falco seja apenas um problema burocrático e ressaltou ter "confiança" nas autoridades do Brasil para dar sequência ao caso.

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