A poliomelite, também chamada de “paralisia infantil”, é infecto-contagiosa, transmitida através de contato com fezes e secreção
Guilherme Giorgi
Em 2021, a cobertura vacinal contra a poliomielite ficou abaixo do ideal em Araçatuba. A meta recomendada pelo Ministério da Saúde é de 95%, mas a cidade fechou o ano em 83%. A diretora de Atenção Básica da Secretaria de Saúde de Araçatuba, Cristiane Camargo de Almeida, alerta sobre a importante da vacinação.
“É muita importante manter a vacinação em dia, a poliomielite foi erradicada no Brasil e que ela permaneça assim, é necessário a vacinação. Os pais ou responsável podem procurar qualquer UBS das 07h às 19h para vacinar seus filhos e manter a carteirinha em dia”, destaca.
A poliomielite, também chamada de “paralisia infantil”, é uma doença infecto-contagiosa, transmitida através de contato com fezes e secreção, com início repentino. A evolução do déficit motor ocorre em até três dias, acometendo especialmente os membros inferiores.
O último caso da pólio no Brasil foi em 1989, sendo que em 1994 o país obteve a Certificação de Área Livre de Circulação do Poliovírus Selvagem, da Organização PanAmericana da Saúde (OPAS).
De acordo com a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), a primeira dose da vacina contra a pólio é aplicada a partir dos 2meses de vida, com mais duas doses aos 4 e 6 meses, além do primeiro reforço entre 15 e 18 meses, com o segundo reforço entre 4 e 5 anos de idade.
Mas, nos últimos anos, o Brasil corre o risco de ter a doença reintroduzida, devido à baixa adesão na vacinação. Se for considerar as três primeiras doses da vacina, aplicada no primeiro ano da criança, a cobertura vacinal no país, em 2012, atingiu 96,55%, segundo dados do DataSUS. Já em 2021, o número cai drasticamente para 67,71%. No quesito do esquema vacinal completo, o índice de 2021 é ainda pior, ficando em 59,37%. Os dados mostram que, desde 2018, o índice cai a cada ano.
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