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Financiamento imobiliário cresce nas maiores cidades da região

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 3 min
EMPREGO A instalação de novas empresas ampliou a empregabilidade no setor da construção civil e nos ramos conexos (Foto Divulgação)
EMPREGO A instalação de novas empresas ampliou a empregabilidade no setor da construção civil e nos ramos conexos (Foto Divulgação)

ECONOMIA Os financiamentos imobiliários desencadeiam a movimentação da economia local

O estoque de financiamento imobiliário do sistema bancário das quatro maiores cidades da região (Araçatuba, Birigui, Penápolis e Andradina) alcançou o valor de R$ 2,5 bilhões em novembro de 2021, crescimento de 8,41% comparado ao mesmo período de 2020. O saldo positivo no mercado de trabalho e a abertura de empresas na cadeia produtiva da construção civil no ano passado são reflexos da movimentação financeira.

As informações foram compiladas do Bacen (Banco Central do Brasil) pelo administrador e economista, especialista em economia local e regional, prof. Marco Aurélio Barbosa de Souza (FAC-FEA).

Em novembro de 2020, o estoque de financiamento imobiliário das cidades analisadas era de R$ 2.377.924,338, aumentando para R$ 2.596.289,078 no mês de novembro de 2021, incremento nominal de R$ 218.364.740,00 milhões de reais.

Segundo Souza, a expansão dos valores transacionados traz boas expectativas para a economia regional, em decorrência dos efeitos multiplicadores positivos do setor para o conjunto da economia. Os financiamentos imobiliários desencadeiam a movimentação da economia local ao acionarem as engrenagens da cadeia produtiva da construção civil, envolvendo desde uma pequena reforma residencial, passando pela construção de uma casa, prédio ou galpão industrial. Esse processo impulsiona a demanda de lojas de materiais de construção; elétricas e hidráulicas; casas de tintas; serralherias; madeireiras; contratação de construtores; carpinteiros; encanadores; gesseiros; vidraceiros; eletricistas, engenheiros, arquitetos, entre outros.

A abertura de empresas e a geração de empregos, são alguns dos reflexos positivos do crescimento do financiamento imobiliário.

INVESTIMENTOS

No mapeamento dos dados realizado pelo especialista, constatou-se a instalação de 4.543 novas empresas no ano de 2021 relacionadas ao segmento da construção civil (cadeia produtiva), vinculadas aos setores da indústria, comércio e serviços.

"No levantamento estão também incluídos os Microempreendedores Individuais (MEIs), categoria de empreendimento que teve acelerado crescimento na região em 2021, estando inseridos em uma nova configuração das relações capital/trabalho, que temos que acompanhar e estudar com mais profundidade", explica o administrador/economista.

Entre as empresas abertas se destacam: obras de alvenaria com 1.688 empreendimentos; instalação e manutenção elétrica com 900 empresas; serviços de pintura em edifício em geral com 590 unidades; fabricação de artigos de serralheria com 258; serviços de engenharia com 209; comércio varejista de matérias de construção em geral com 174; aplicação de revestimentos e resinas em interiores e exteriores com 139 novos negócios; comércio varejista de material elétrico com 124; comércio varejista de vidros com 110; serviços especializados de construção não especificados anteriormente com 109; instalação de portas, janelas, tetos e divisórias com 81; outras obras de acabamento de construção com 81 unidades; instalação hidráulica, sanitária e gás com 80; entre outras.

EMPREGOS

A instalação de novas empresas ampliou a empregabilidade no setor da construção civil e nos ramos conexos. Dados do CAGED (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Previdência, levantados por Souza, apontam para um saldo positivo de 807 empregos no setor acumulado em 2021 nas quatro cidades analisadas.

Os principais setores foram: serviços de arquitetura e engenharia com saldo positivo de 242 empregos; comércio varejista de material de construção com desempenho favorável de 152 empregos; construção de edifício com 142; serviços especializados para construção com 117; comércio atacadista de madeira, ferragens, ferramentas, material elétrico e de construção com saldo de 84 postos de trabalho; fabricação de produtos cerâmicos com 35; aluguel de máquinas e equipamentos para construção com 24; fabricação de artefatos de concreto com 11, entre outros.

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