Cultura

Trupe Periferia estreia novo espetáculo nesta terça

Por Da Redação |
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ENREDO Espetáculo mostra, de forma artística, o que acontece com as pessoas até chegarem à situação de vulnerabilidade (Foto: Divulgação)
ENREDO Espetáculo mostra, de forma artística, o que acontece com as pessoas até chegarem à situação de vulnerabilidade (Foto: Divulgação)

ON-LINE A peça Meninos da Rua XV apresenta artistas de diversas comunidades do Paraná

Nesta terça-feira (18), a Trupe Periferia, coletivo formado por artistas de diversas comunidades do Paraná, estreia um novo espetáculo chamado “Meninos da Rua XV”, uma peça que intercala ficção com histórias reais e cria um ambiente de sonho, fantasia e realidade contando a vida de crianças e adolescentes em situação de rua. Devido a pandemia, a peça será exibida no canal www.youtube.com/trupeperiferia às 20h.

Protagonizado pelos embaixadores nacionais da campanha “Criança Não é de Rua”, Serginho Smith e Liah Vitória (de quatorze e oito anos), o espetáculo tem como atriz convidada a estreante Mia Ketherine Amaral, de seis anos, e mais 10 atores, além de atores-intérpretes de libras. “Meninos da Rua XV” é o terceiro espetáculo da Trupe Periferia, que já tem em seu portfólio “A bala alojada na arte” (2019) e “3x4 – retrato social brasileiro” (2020).

Com produção de Kenni Rogers, o espetáculo teve em seu processo de criação uma oficina de construção poética em abrigos de acolhimentos, tornando a montagem ainda mais conectada com a realidade. “A peça também presta uma homenagem ao menino Eder, que teve sua vida rompida aos 18 anos após ter deixado o abrigo onde morava, de forma obrigatória, por ter completado a maioridade. Esta infelizmente é uma realidade dos adolescentes que vivem em abrigos e a peça traz esta reflexão”, conta Kenni.

 ESPETÁCULO

Para desmistificar o olhar social preconceituoso sobre as pessoas em situação de rua, o espetáculo não levará ao palco, de forma direta, cenas diárias que eles sofrem, como violências, abusos, fome e frio. Mas mostra, de forma artística, o que acontece até chegar a situação de vulnerabilidade. “A realidade dessas histórias é tão cruel que nem a ficção dá conta de contar. A peça é para que o público possa olhar com outros olhos a realidade de quem está em situação de rua, em especial crianças e adolescentes”, enfatiza Kenni.

O espírito de companheirismo, o heroísmo, o abraço, o amor, a fantasia, o universo mágico da criança são a engrenagem para esse trabalho e para a composição da força da encenação.

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