O Corinthians soma uma impressionante dívida de pouco mais de R$ 950 milhões. Mas a atual diretoria comemora, em seu primeiro ano de trabalho, ter fechado com superávit de quase R$ 4 milhões. A ideia para 2022 é seguir baixando as cifras e fazer economia de ao menos R$ 10 milhões, mantendo um time competitivo em campo.
"Terminamos 2021 num superávit, sendo que tivemos um déficit de R$ 123 milhões em 2020. Para 2022, queremos dois dígitos de superávit", anunciou o diretor financeiro do clube, Wesley Melo. Ao lado do presidente Duílio Monteiro Alves e do diretor de marketing, José Colagrossi, ele falou dos planos para a temporada.
Com uma folha salarial em torno de R$ 11 milhões, o Corinthians ainda trabalha com uma porcentagem para trazer reforços e fechar o grupo. A meta continua em um centroavante de alto quilate. "Hoje estamos com 63% de gasto com o futebol do Corinthians, abaixo do que é necessário e o que é base até para a própria Uefa como parâmetro", falou Wesley. O padrão da entidade é de 70%.
"Atingimos os objetivos de 2021. Os números são consequência, mas tivemos uma mudança de mentalidade, que veio mais rápido do que imaginávamos. A chegada da Falconi nos ajudou demais nesse processo", revelou Wesley, citando a grande colaboração da empresa de consultoria financeira.
Duílio assumiu o Corinthians prometendo reduzir gastos e assim o fez. Muitos jogadores foram dispensados no início, com retardo da chegada de reforços. A faxina deu resultado e o clube segue se desfazendo de peças fora dos planos e que só causam prejuízo.
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