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Polícia Federal tem acesso aos diálogos dos criminosos na noite do mega assalto

Por Da Redação |
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FEMINICÍDIO. A Polícia Militar foi chamada para atendimento de ocorrência de violência doméstica com vítima esfaqueada. Foto: Divulgação
FEMINICÍDIO. A Polícia Militar foi chamada para atendimento de ocorrência de violência doméstica com vítima esfaqueada. Foto: Divulgação

A Investigação da Polícia Federal teve acesso aos diálogos captados por interferência de rádio amador no mega assalto em Araçatuba. Pelo material, foi revelado como o grupo discutiu imprevistos, como o resgate de um homem baleado com auxílio de drone, a logística de fuga com monitoramento de comparsas a pé e até mesmo o deslocamento dos suspeitos pela cidade.

Uma das mensagens é atribuída pelos investigadores ao ex-militar Ademir Luís Rondon, apontado como um dos chefes do ataque e identificado devido à coleta de material genético em um dos veículos usados no crime, encontrado com explosivos e armas de grosso calibre em frente a uma instituição financeira.

 "Levanta o drone e vamos embora! Parceiro está baleado", disse um dos envolvidos no roubo. Segundo as investigações, era o exsargento do Exército, preso pela Polícia Civil no fim de outubro por suspeita de envolvimento em uma tentativa de assalto a um carro-forte no pedágio de São Carlos com o uso de explosivos, em abril.

Apesar da voz de liderança, a ordem foi contestada pelo comparsa, ainda não identificado. "Nós vai levantar o drone na hora que nós for sair. Não adianta levantar o drone e depois não conseguir levantar mais pra nós sair", respondeu, enquanto outros criminosos de menor escalão davam cobertura para a ação portando fuzis, diz a polícia.

"É a voz dele. O ex-militar estava dentro do veículo quando um indivíduo foi baleado. Ele era o principal encarregado pelos explosivos do grupo e estava perto de uma agência bancária", afirmou o delegado Pedro Ivo Corrêa dos Santos, da 5ª Delegacia de Investigações sobre Furtos e Roubos a Banco, unidade do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) da Polícia Civil responsável pela captura do ex-sargento.

De acordo com a polícia, a quadrilha agia aos moldes do novo cangaço, tática também conhecida como "domínio de cidades", que costuma ocorrer em municípios de pequeno ou médio porte, onde criminosos com fuzis e explosivos dominam as forças de segurança, roubam as instituições financeiras e fazem moradores reféns em ações marcadas pela escalada da violência nos últimos meses.

Nas mensagens, o grupo cita o drone, que monitorou toda a ação de um roubo planejado para arrecadar ao menos R$ 90 milhões em uma central de distribuição de cédulas, apontam os investigadores. Também por rádio, o suspeito discute o resgate de um comparsa com refém, fazendo analogia à hierarquia com base em linguagem militar para identificá-lo. "Zero três tá de a pé com o refém. Quem mais vai resgatar o zero três lá?", pergunta. Outro homem complementa, reforçando o alerta: "Tem um parceiro que tá sem carro."

Com informações UOL

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