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Corinthians projeta 2022 com receitas turbinadas e R$ 100 milhões em vendas

Por Da Redação |
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ADMINISRAÇÃO O diretor Roberto de Andrade e o presidente Duilio Alves (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)
ADMINISRAÇÃO O diretor Roberto de Andrade e o presidente Duilio Alves (Foto: Rodrigo Coca/Ag.Corinthians)

O Corinthians prevê um aumento expressivo das receitas para 2022 e planeja fechar a temporada com as contas no azul, mas para isso será necessário faturar quase R$ 100 milhões com vendas de jogadores. O orçamento corintiano para o ano que vem, que foi elaborado pelo departamento financeiro do clube com auxílio da empresa de consultoria Falconi, apresenta superávit de R$ 10 milhões.

As estimativas alvinegras são conservadoras e não preveem nenhum título em 2022. Com os reforços de peso contratados neste ano, os dirigentes do Timão sonham em voltar a levantar taças depois de duas temporadas em branco, mas acharam melhor não contar com eventuais premiações no planejamento financeiro.

A principal fonte de receita do Corinthians deve continuar sendo os direitos de TV. O clube espera receber R$ 253 milhões pela exibição de seus jogos, pouco menos do que os R$ 259 milhões que deve arrecadar neste ano.

Em segundo lugar vêm os patrocínios, que estão orçados em R$ 111 milhões, cerca de 12% a mais do que o faturado em 2021. Com o retorno da torcida ao estádio, a reabertura do clube social e a expectativa da assinatura de novos contratos comerciais, o clube almeja turbinar o seu faturamento. A previsão é de uma receita bruta de R$ 507 milhões, crescimento de 18% em relação ao atual exercício.

Porém, a venda de jogadores segue tendo papel importante nas contas. O Corinthians estima receber R$ 91 milhões com transferências. Para 2021, a previsão era parecida, mas até agora o clube conseguiu apenas R$ 16,8 milhões.

Mesmo com tal arrecadação abaixo do esperado, a diretoria projeta terminar o ano com R$ 3,4 milhões de superávit. Caso isso se confirme, será o fim de uma sequência de quatro anos com as contas fechando no vermelho. Em 2020, o Timão teve déficit de R$ 123 milhões. Já no ano anterior, o resultado tinha sido ainda pior: R$ 195,4 milhões de prejuízo, o pior resultado da história do clube.

Se por um lado a arrecadação tende a ser maior, por outro também haverá mais gastos. O custo com salários e encargos trabalhistas vai crescer 15% segundo o orçamento, chegando a R$ 344 milhões. O cenário econômico do Brasil também influencia negativamente. Esperando uma taxa Selic na casa de 11% ao ano (atualmente está em 9,25%), o Corinthians calcula que terá nada menos do que R$ 81 milhões de despesas financeiras.

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