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‘Encanto’, nova animação da Disney, tem princesa colombiana como personagem principal

Por Da Redação |
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Foto: Divulgação
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ANIMAÇÃO História apresenta trama de uma família latina pela primeira vez em uma animação; enredo retrata migração colombiana e problemáticas do país

A Disney está com um novo filme de animação em cartaz. Lançado nesta semana, o longa-metragem “Encanto”, promete fazer o público se emocionar novamente. Pela primeira vez, uma família colombiana é protagonista de um enredo no universo animado. Além disso, a trama usa heróis para ensinar o público sobre expectativas e responsabilidades. De acordo com relatório do Deadline, ‘Encanto‘ arrecadou ?US$ 7,5 milhões em sua estreia na América do Norte.

O site aponta que não é um bom começo para a produção da Disney, pois ficou abaixo de “?O Bom Dinossauro??”, que fez US$ 9,76 milhões às vésperas do Dia de Ação de Graças em 2015. Atualmente, a previsão da abertura completa é de US$ 26,1 milhões em três dias e US$ 38,6 milhões em quatro dias.?

 Na trama, a família Madrigal vive em um local mágico. Afortunados por uma vela especial, todos os parentes recebem poderes extraordinários para ajudar Encanto, a cidade no meio das montanhas, a prosperar.

Durante décadas, todas as crianças ganharam habilidades especiais. Mas a jovem Mirabel foi a única a não receber tal poder, enquanto suas irmãs e seus primos usufruem de capacidades extraordinárias. Como ela não nasceu com poderes, acaba buscando outras maneiras de ajudar sua família.

Alma, a matriarca da família, é a fundadora da cidade, pois seu antigo vilarejo foi destruído depois de um ataque. Por isso, ela criou um refúgio com a vela especial para ela e seus três filhos recém-nascidos. Depois de anos, o objeto mágico começou a falhar, assim como os poderes de toda a família.

Mas Mirabel, sem nenhuma habilidade mágica, decide ajudar sua família, e nessa aventura ela terá que superar o preconceito das pessoas e os próprios parentes, além de sua insegurança por não poder contar com poderes iguais aos de seus irmãos.

O filme busca apresentar uma abordagem diferente aos super-heróis, de uma maneira leve e descontraída. Com poderes diferentes, a família Madrigal mantém o espectador engajado com habilidades inimagináveis e um mistério inesperado.

Além dos momentos cômicos e intrigantes, a animação emociona com a jornada de Mirabel. Enquanto tenta lidar com a rejeição da avó Alma, a garota procura agradar aos parentes o tempo todo. Em uma trama visualmente rica, a lição sobre expectativas familiares supera qualquer outro aspecto do filme.

Dirigida por Byron Howard, Charise Castro Smith e Jared Bush, a versão original da animação conta com as vozes de Stephanie Beatriz (de Brooklyn NineNine), John Leguizamo, Wilmer Valderrama, Adassa e Maluma.

Já a trilha sonora é de autoria de Lin-Manuel Miranda, um dos artistas mais proeminentes dos musicais da Broadway nos últimos anos. Além de ter protagonizado “Hamilton”, trabalhou com “Moana” e “Em Um Bairro de Nova York”.

O elenco de dubladores para a versão brasileira conta com Jeniffer Nascimento, Filipe Bragança e Felipe Araújo, que interpretam, respectivamente, Dolores, Camilo e Mariano.

“Eu acho que a principal mensagem do filme é sobre a gente celebrar a beleza da nossa individualidade. A Mirabel fica se achando preterida por não ter nenhum dom na família, mas ela é tão especial quanto qualquer membro”, contou Jeniffer Nascimento, que também é cantora, ao jornal O Povo.

“Essa é a mensagem mais positiva que o filme pode trazer: a gente não tem que ficar tentando entrar em caixas, se enquadrar em padrões. O melhor que a gente tem para oferecer para o mundo é a nossa essência, é a nossa individualidade”, diz.

Para Felipe Araújo, que cantará a música de créditos “Dos Oruguitas”, o longa-metragem mostra a importância da coragem. “Ela é a única que não tem nenhum dom específico, mas, na verdade, ela tem o dom da coragem, que às vezes pode ser mais importante do que qualquer outro dom. A coragem está tão próxima da gente, é algo muito humano, então as pessoas podem olhar e se identificar”, ressalta o artista.

DIRETORA

A diretora de “Encanto” Charise Castro-Smith, em entrevista ao portal Omelete, confessou que sentiu a pressão de ser a primeira mulher latina a co-dirigir uma animação da Disney. Creditada por Encanto ao lado de Jared Bush e Byron Howard (dupla de Zootopia), ela é também apenas a segunda mulher - de qualquer etnia - a assinar um longa animado do estúdio, depois de Jennifer Lee na franquia Frozen.

A cineasta contou como foi a experiência. “Esse tipo de filme é um projeto grande para se assumir. Tivemos um time gigantesco trabalhando em Encanto, e cada uma das pessoas desse time se dedicou enormemente ao filme. Então, sim, eu senti bastante pressão, mas preciso dizer que tive uma amiga e colaboradora maravilhosa nessa jornada, que foi Yvett Marino”.

A produtora “se tornou uma espécie de irmã” para Castro-Smith durante o longo processo de criar uma animação da Disney - e, como toda irmã, Marino também era cheia de conselhos. “Dou muito crédito a ela nesse sentido, porque Yvett trabalha em animação há muitos anos. Não poderia ter feito isso sem ela”, completou a diretora.

Marino, que também conversou com veículo, faz parte da equipe da Disney Animation há 25 anos, trabalhando em títulos como Detona Ralph, Operação Big Hero e Moana em várias capacidades até conseguir o seu primeiro crédito como produtora principal, justamente em Encanto. Até por essa trajetória, a identificação com a protagonista do longa, Mirabel, é intensa.

“Ela é a menina ‘comum’ da família espetacular que tem. Chegando à Disney Animation, anos atrás, eu certamente me senti como ela”, disse. “Este é um estúdio com artistas maravilhosos e uma tradição enorme, e eu tive que descobrir aos poucos como me encaixava nesse ambiente”.

Castro-Smith declarou algo parecido ao refletir sobre sua protagonista, dizendo que “a busca de Mirabel por identidade, e a vulnerabilidade que ela demonstra” remetem à Charise adolescente. A diferença, é claro, é que a Charise adolescente não tinha uma Mirabel para ver na tela grande.

“Fazer esse filme é enormemente importante para mim”, admitiu a diretora. “Porque filmes assim não existiam quando eu era pequena. Me sinto muito feliz de poder colocar uma família nos cinemas que se parece muito com a minha, e com tantas outras famílias latinas ao redor do mundo. Assim, desde pequenas, as crianças de cada uma dessas famílias poderão se ver representadas”.

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