Araçatuba

Reclamações sobre serviços e bancos cresceram 69,65% neste ano em Araçatuba

Por Da Redação |
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DOR DE CABEÇA Contratos com empresas de crédito e empresas de telefonia são principais problemas na cidade (Foto: Agência Brasil)
DOR DE CABEÇA Contratos com empresas de crédito e empresas de telefonia são principais problemas na cidade (Foto: Agência Brasil)

NÚMEROS Em 2021, na cidade de Araçatuba, foram 1.079 reclamações diversas entre janeiro e outubro

Dados divulgados recentemente pelo Consumidor. gov.br do Ministério da Justiça, constataram o crescimento de 69,65% das reclamações dos consumidores araçatubenses entre janeiro e outubro de 2021, ante o mesmo período do ano passado. O levantamento foi elaborado com exclusividade para o Jornal Folha da Região, pelo pesquisador em economia local e regional, professor Marco Aurélio Barbosa de Souza (FAC-FEA).

Segundo o pesquisador, a Senacon (Secretaria Nacional de Defesa do Consumidor), realiza o monitoramento mensal das reclamações dos consumidores brasileiros em relação a produtos, serviços e empresas e também as soluções aos problemas apresentados, formando o sistema nacional de defesa do consumidor. O objetivo do monitoramento é o aprimoramento das políticas públicas de defesa dos consumidores.

Em 2021, na cidade de Araçatuba, foram 1.079 reclamações diversas entre janeiro e outubro. Já em 2020, no mesmo período, foram 636. A lista de empresas objeto das reclamações nesse ano conta com 180 empresas de diversos setores, em especial, dos segmentos de serviços e comércio.

Os assuntos mais reclamados em 2021 foram: bancos de dados e cadastros de consumidores (SPC; Serasa) com 9,45% do total; crédito consignado, cartão de crédito consignado e RMC (reserva de margem consignável) para o INSS, também com 9,45%; em segundo estão o cartão de crédito, débito e cartão de loja com 8,25%; aéreo (8,06%); telefonia móvel pós-paga (8,06%); serviço de pagamento online/via celular/maquininha (5,0%), entre outras.

Em relação aos problemas relatados, a liderança da lista é a cobrança por serviços não contratados/não reconhecido/não solicitado com 8,9%; seguida pela dificuldade/atraso na devolução de valores pagos/reembolso/retenção de valores com 8,34%; na terceira posição cobrança indevida/ abusiva para alterar ou cancelar o contrato (7,41%); oferta não cumprida/serviço não fornecido/venda enganosa/publicidade enganosa (5,84%); em quinto lugar está a não entrega de contrato ou documentação relacionada ao serviço com 5,47%.

Do ponto de vista dos setores representativos das empresas objeto das reclamações, o destaque é para bancos, financeiras e administração cartão com 296 registros (27,51%); em seguida, operadoras de telecomunicações com 251 (23,33%); na terceira posição está o transporte aéreo com 77 (7,19%); em seguida banco de dados e cadastro de consumidores com 67 (6,26%). Já na quinta e sexta posições, estão as empresas de pagamento eletrônico e comércio eletrônico, com 66 (6,16%) e 58 (5,42%), respectivamente.

A pesquisa constatou que houve avanços em relação ao índice médio de solução dos problemas e reclamações dos consumidores, que passou de 75,94% entre janeiro a outubro de 2020, para 79,61% no mesmo período desse ano.

O detalhamento dos dados por sexo e faixa etária, constaram que 59,22% das reclamações foram realizadas pelo sexo masculino e 40,78% pelo feminino. Por outro lado, as faixas etárias mais representativas foram, dos 31 aos 40 anos, com 34,57% do total, em seguida, dos 21 aos 30, com 18,07%, e na terceira posição, dos 41 aos 50, com 17,61%.

ANÁLISE

Para Souza, os dados revelam que os consumidores precisam redobrar a atenção na hora de realizarem suas compras de bens e serviços, em especial, com o sistema financeiro (solicitações de crédito, empréstimos, uso do crédito consignado, cartão de crédito, entre outros). O pesquisador orienta sobre a necessidade de fazer minuciosa pesquisa, ler com atenção os contratos, procurar ajuda e orientação de especializadas, conversar com pessoas que conhecem a empresa/produto/mercado.

“No caso do crédito consignado e outras modalidades de crédito, com o aumento da oferta e as facilidades trazidas pela tecnologia, nota-se o aumento da demanda por essas modalidades, porém, sem que a pessoa faça uma análise mais apurada da necessidade, dos valores das taxas de juros, do comprometimento da renda com o empréstimo e do impacto no orçamento familiar, fatores que poderão desencadear o início de um ciclo de endividamento, explica o especialista. Há casos em que os bancos enviam cartões de crédito sem a solicitação, ampliam os limites muito acima da capacidade financeira do indivíduo. São facilidades que podem depois trazer grandes problemas.

O total de reclamações no Brasil no acumulado do ano alcançou 1.170.185, apresentando crescimento de 20,37%, em comparação ao mesmo período do ano passado (972.142). E, para o Estado de São Paulo (SP), houve crescimento de 12,36%, passando de 253.617 para 284.972 no período em análise. O índice médio de solução dos problemas e reclamações no Brasil foi de 78,53%, enquanto que no SP ficou em 77,32%.

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