SUSPEITO Ele falou que teria conversado com Herrera antes, que ofereceu dinheiro em troca de programa sexual, mas recusou e recebeu mensagens
N esta sexta-feira (12), a Polícia Civil de Brejo Alegre ouviu um skatista de 23 anos, identificado como autor do crime contra o servidor Wagner Herrera, de 51 anos. O rapaz foi encontrado em sua casa com a mãe após mandado de busca e apreensão.
Na residência, foram apreendidas duas facas, duas porções de maconha, dois cartões bancários no nome do acusado, um celular, que estava “resetado”, com as configurações originais de fábrica e um chip.
De imediato, ele negou conhecer Herrera, apesar de apresentar nervosismo. Contou que é usuário de maconha e que costuma andar pela cidade com skate e fones de ouvido e admitiu já ter trabalhado naquele campo.
O jovem foi alertado sobre os benefícios caso colaborasse com as investigações, inclusive de responder em liberdade. Assim, decidiu contar.
Ele falou que teria conversado com Herrera antes, que lhe ofereceu dinheiro em troca de programa sexual, mas recusou. No domingo, recebeu novas mensagens da vítima, querendo marcar um encontro. Contou que não respondeu e apagou as mensagens.
No fim da tarde, ele estava em um local de barras fixas para treinar, e foi abordado pelo servidor público, que o convidou para entrar no carro, lhe ofereceu bebida alcoólica, que identificou como vodka ou cachaça. Após ingerir a bebida, eles teriam ido até o seringal, mas alega não se recordar exatamente do que aconteceu, somente alguns flashs.
Acrescentou que se fez algo contra a vítima, foi para se defender e negou usar qualquer arma ou ferramenta para feri-lo, mas admitiu ter aplicado o golpe “mata-leão”, que é apertar o pescoço com o braço.
Após isso, perdeu a consciência e acordou em um matagal, já próximo de escurecer, e voltou a pé para casa. Após prestar depoimento, ele foi liberado e será investigado em liberdade.
O CORPO
No fim da tarde de quinta-feira (10), a polícia foi informada sobre o encontro de um corpo do sexo masculino na estrada da Casa de Tábua, em Brejo Alegre, local que estava sendo preservado por policiais militares.
O cadáver já estava em início de estado de putrefação, vestia uma regata e bermuda e próximo a ele tinha um par de chinelos. Não foi encontrado celular nem carteira do corpo.
O corpo estava de bruços e não foi possível identificar lesões aparentes externas. No braço direito, havia uma tatuagem, o que fez o corpo ser reconhecido.
Havia um pedaço de madeira na altura do pescoço e vários galhos secos sobre o corpo.
O responsável pelo local contou que duas funcionárias encontraram o corpo durante o trabalho de coleta do látex. E acrescentou que na segunda-feira viu uma das porteiras do lugar com o cadeado arrebentado.
Após a perícia, o corpo foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal) de Araçatuba para exame necroscópico, e o lugar foi preservado para perícia.
A delegacia de Brejo Alegre instaurou um inquérito para apurar as causas da morte, com base no boletim de desaparecimento.
O CASO
Na terça-feira (9), um amigo da vítima registrou um boletim de ocorrência sobre o desaparecimento do mesmo. Ele contou que os dois estavam em um restaurante em Brejo Alegre.
Seria por volta das 15h quando foram com o carro de Herrera, um Hyndai HB20, para um campo de bocha que estava sendo inaugurado pela Prefeitura. Em torno das 16h, ele teria dito ao amigo que iria sair para se encontrar com uma pessoa que havia conhecido na cidade e que voltaria logo, mas não foi mais visto.
O carro foi encontrado próximo ao bairro Portal da Pérola, em Birigui, abandonado e sujo, na segunda-feira (8), mas só informaram a Polícia no dia seguinte, quando o veículo já estava na garagem da família.
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