Polícia

Justiça de Araçatuba condena olheira do tráfico que zombou da PM

Por Da Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
ÓBITO. O corpo foi encontrado por um amigo da vítima, que o encontrou caído ao chão com queimaduras pelo corpo. Foto: Divulgação
ÓBITO. O corpo foi encontrado por um amigo da vítima, que o encontrou caído ao chão com queimaduras pelo corpo. Foto: Divulgação

As jovens Thayla Gabrielly Moraes e Kerolyn Cristine Ferreira Sales foram condenadas a dois anos de prisão e multa acusadas de serem informantes do tráfico, pela Justiça de Araçatuba, nesta quinta-feira (14). Thayla, inclusive, chegou a fazer uma live afirmando que atuava para traficantes e atrapalhava o serviço da polícia, chegando a zombar de policiais por ter sido solta em audiência de custódia.

Após a live, a prisão das moças foi determinada pelo juiz da 3ª Vara Criminal, Emerson Sumariva Júnior, que converteu a pena restritiva de liberdade para duas restritivas de direitos para cada ré, sendo Thayla em prestação de serviços à comunidade pelo tempo de pena, e Kerolyn ao pagamento de um salário mínimo para uma Instituição de Benemerência da cidade, tudo a ser fixado no juízo da execução penal. Em caso de descumprimento, elas devem cumprir a pena em regime fechado.

O juiz afirmou na sentença que “quem defendeu os traficantes do local, desdenhando do difícil trabalho policial”, não teve nenhum apoio dos mesmos traficantes e teve que socorrer ao Estado para conseguir uma advogada de defesa, “ou seja, a sofrida sociedade é que teve ainda que pagar a advogada dos réus”.

Sumariva também comentou que a advogada, Maria Vitória Viol, fez uma defesa sólida, com base técnica, conseguindo até desclassificar os crimes das acusadas de tráfico para colaboração ao tráfico, se pautando pela educação, lhaneza, demonstrando segurança no que estava fazendo.

As olheiras haviam sido detidas em um campo de futebol e confessaram atuar para o tráfico, recebendo R$ 100 por dia. Na mesma sentença, houve um terceiro réu, Marcos Rogério Quintana de Faria, que foi condenado a seis anos de reclusão e pagamento de 600 dias multa por tráfico de drogas. No dia da prisão das moças, ele foi preso na mesma ação, pela polícia militar, com cinco porções de maconha e R$ 96,00 em notas.

 Na casa dele também havia outras porções de maconha dentro de uma garrafa de café e um caderno de anotações típicas de tráfico de drogas. Os cães da PM encontraram outras drogas em um terreno baldio perto da residência. Eram 11 pedras de crack, centenas de microtubos plásticos vazios.

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários