O casal Gislaine Floriano Molina e Wellington Fernando Soares Lucas, acusado de matar a dona de casa Adriana dos Santos, 28, a facadas, em 2018, em Araçatuba, foi condenado por homicídio duplamente qualificado por meio cruel, após julgamento que ocorreu nesta quarta-feira (29).
O Tribunal do Júri de Araçatuba ocorreu durante a tarde no Fórum. A sentença, dada pelo Juiz Henrique Castilho Jacinto, foi de 18 anos para a ré e 16 para o acusado, por homicídio duplamente qualificado e recurso que dificultou a defesa da vítima. A pena é maior para a mulher porque ela foi a autora das facadas.
O CASO
Na noite de 9 de abril de 2018, os réus conversavam com uma vizinha de Adriana, no residencial Porto Real 2, e passaram a discutir. Incomodada por estarem no quintal dela, a vítima pediu que parassem a briga. Em seguida, passou a ser agredida por Gislaine.
As duas começaram uma luta corporal e Wellington, que é ex-companheiro de Adriana, impediu outras pessoas de intervirem. Após a briga, o casal foi embora de moto, mas a mulher disse que voltaria.
Os dois voltaram 30 minutos depois. Wellington estava com um machado e Gislaine com uma faca e um facão. Eles correram para o quintal de Adriana, que tentou se esconder dentro de casa, mas eles chutaram a porta e ela passou a ser atacada com a faca. Ao receber duas facadas na cabeça, a vítima caiu de costas e começou a gritar por socorro. Ao mesmo tempo, o homem estava do lado de fora para impedir que alguém tentasse impedir a ação.
Consta na denúncia, que a filha de Adriana, que na época tinha 10 anos, presenciou a cena do crime e implorou para que a mulher parasse de esfaquear sua mãe. Apesar disso, ela teria desferido mais golpes e puxava a faca com a finalidade de rasgar o corpo da vítima. O casal deixou o local levando as armas. Adriana foi levada ainda viva ao hospital, mas morreu na tarde do dia seguinte por decorrência de uma hemorragia interna.
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