ECONOMIA Indicadores publicados ontem mostram uma retração da atividade comercial no mês de agosto; Acia prepara pacote de incentivos aos lojistas
A atividade do comércio apresentou retração de 0,7% em agosto, em comparação ao mês anterior, segundo o Indicador de Atividade do Comércio da Serasa Experian, divulgado ontem.
Em Araçatuba, de acordo com a Acia (Associação Comercial e Industrial), também houve uma retração nas vendas no período. Na cidade, a avaliação é a de que o reaquecimento da economia local nesta parte final da pandemia de covid-19 ainda tem demorado a surtir efeito.
O presidente da Acia, Wilson Marinho, disse que apesar de muitas empresas terem fechado na pandemia e outras ainda estejam em dificuldades, há uma expectativa positiva para o último trimestre. Ele disse a entidade, que tem cerca de mil filiados, tem buscado formas de ajudar os lojistas.
De acordo com Marinho, por meio de uma parceria com a cooperativa de crédito está sendo oferecido um financiamento para as lojas e pequenas empresas com carência de até 90 dias para começar a pagar.
“Também fechamos um acordo com uma empresa de energia solar, que vai oferecer um plano diferenciado para que nossos lojistas possam investir na redução dos gastos com energia. Será oferecida uma condição especial”, afirmou o presidente.
Marinho diz acreditar que aos poucos a economia brasileira deverá ter uma reação positiva, o que ajudará também nas condições locais.
“Vamos nos fortalecer, buscar alternativas e acredito que no Natal já estaremos comemorando melhores momentos”, afirmou.
REDUÇÃO
De acordo com o índice divulgado ontem pela Serasa Experian, a queda do volume de negócios, no Brasil, foi puxada principalmente pelo setor de veículos, motos e peças, que registrou diminuição de 4,7%, e teve o segundo mês consecutivo de números negativos.
Os demais segmentos tiveram variações menores: supermercados, alimentos e bebidas registraram queda de 0,2%; tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-0,2%); material de construção, alta de 0,4%; combustíveis e lubrificantes (+0,6%); e móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática (0%).
“O recuo da atividade do comércio em agosto sinaliza que o país ainda enfrenta desafios por conta do alto desemprego e do aumento dos preços, por isso as pessoas estão restringindo as compras apenas ao essencial”, disse o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. No comparativo entre agosto deste ano e o mesmo mês de 2020, o índice registrou aumento de 4,3%, o menor crescimento do ano em termos de variação interanual.
A recuperação com relação a queda de 12% do ano passado é parcial e sofre com a retração dos segmentos de combustíveis e lubrificantes (-8,6%) e tecidos, vestuário, calçados e acessórios (-7,8%).
SERVIÇOS
Indicadores de movimento no varejo e nos serviços presta[1]dos às famílias elaborados pelo Santander apontam para uma moderação da atividade nesses segmentos no terceiro trimestre deste ano.
No caso do comércio, o indicador IGet para o varejo amplia[1]do caiu 4,5% em agosto, após alta de 2,2% em julho, enquanto para o restrito houve queda de 5,9%, depois de avanço de 1,6%, variações na série com ajuste sazonal.
É o primeiro recuo desses índices após quatro meses de alta. Da mesma forma, o IGet dos serviços às famílias caiu após quatro altas seguidas.
O recuo em agosto foi de 7,9%, após alta de 11,7% em julho, na série com ajuste sazonal. O resultado de agosto deixou o índice de serviços num nível 21% abaixo do pré-pandemia, em fevereiro de 2020.
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