Em 2016, o atacante argentino fez sucesso com a camisa do São Paulo nos seis meses em que ficou emprestado
Jonathan Calleri desembarcou em Guarulhos ontem para iniciar sua segunda passagem pelo São Paulo. O atacante chega por empréstimo até o fim de 2022, com opção de compra ao fim do período. Ainda no aeroporto, Calleri comentou sobre as expectativas de seu retorno ao Tricolor Paulista. "Estou muito feliz de voltar aqui. Espero dar alegrias à torcida e ser feliz também", afirmou o argentino.
Aos 27 anos, Calleri volta ao clube onde foi artilheiro da Libertadores de 2016, com nove gols, quando o São Paulo chegou na semifinal do torneio. Além disso, foi o maior goleador tricolor daquela temporada, com 16 tentos em 31 jogos.
Após uma rápida passagem pelo Morumbi, Calleri foi tentar a sorte no futebol europeu, mas não conseguiu se firmar no Velho Continente. O atacante passou pelo West Ham, da Inglaterra, além de Las Palmas, Alavés, Espanyol e Osasuna, da Espanha, sempre por empréstimo. O argentino pertence ao Deportivo Maldonado, do Uruguai, e tem passagem também pelo Boca Juniors.
DISPUTA
As contratações de Jonathan Calleri e Gabriel Neves pelo São Paulo abrem uma grande disputa no ataque e no meio de campo da equipe comandada por Hernán Crespo. A posição de centroavante era uma carência até a chegada de Calleri. Até então, o elenco só tinha Pablo como jogador de referência. No entanto, além de disputar uma vaga com Pablo, o argentino terá outros concorrentes.
Recuperado de uma lesão na coxa esquerda que o tirou dos gramados por dois meses, Luciano retornou ao time titular contra o Juventude, no último domingo, e deve começar a ter mais minutos em campo após a pausa pela Data Fifa.
Na temporada passada, o jogador foi o artilheiro do Campeonato Brasileiro, com 18 gols, e logo caiu nas graças do torcedor. A condição de titular de Luciano era praticamente certa. Isso pode mudar a partir de agora.
Isso porque, o São Paulo ganhou um outro nome de peso para a temporada, que vem se tornando uma unanimidade no clube. Trata-se de Emiliano Rigoni. Em 21 jogos com a camisa do Tricolor, o meia-atacante tem nove gols e cinco assistências. Ou seja, ele foi responsável por participar diretamente de 14 gols no período.
Caso Hernán Crespo opte por manter o sistema com dois atacantes – o treinador é adepto da formação 3-5-2 – um dos três perderia vaga entre os titulares. Ele ainda tem as opções de Marquinhos, Eder, Vitor Bueno, Rojas e Galeano para o ataque. Calleri, Luciano e Rigoni, porém, podem atuar juntos numa espécie de 3-4-1-2.
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