Polícia

Dilador Borges quer instalar esquema de segurança de leitura de placas de carros

Por Redação |
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VEÍCULOS Pelo menos 7 carros usados pela quadrilha foram aprendidos. O esquema de segurança poderia chamar a atenção de uma nova frota entrando na cidade. Foto: Divulgação
VEÍCULOS Pelo menos 7 carros usados pela quadrilha foram aprendidos. O esquema de segurança poderia chamar a atenção de uma nova frota entrando na cidade. Foto: Divulgação

O sistema de cerca eletrônica identifica com rapidez os veículos furtados, as câmeras serão posicionadas em pontos estratégico na cidade

Antes do mega-assalto, que ocorreu em Araçatuba, na madrugada desta segunda (30), o prefeito Dilador Borges (PSDB) já tinha o plano de instalar câmeras com tecnologia para leitura de placas em todos os acessos da cidade, evitando assim ação de criminosos.

Segundo o prefeito, o sistema de cerca eletrônica identifica com rapidez os veículos furtados. As câmeras serão posicionadas em pontos estratégicos dentro da cidade, junto com radares de medição de velocidade.

"Um comboio de carrões como os que foram usados pela quadrilha certamente chamaria a atenção se já tivéssemos a cerca eletrônica. É um sistema caro, mas necessário", disse. Sem citar prazos, ele disse que pediu estudos aos órgãos técnicos e espera obter recursos do governo federal. "Já temos um projeto de cidade inteligente e vamos incluir a cerca eletrônica", explicou.

Desde 2017, Araçatuba já sofreu dois ataques de criminosos de grande porte, Em 2017, uma quadrilha fortemente armada invadiu a cidade, encurralou a polícia e explodiu a sede da empresa de valores Protege. Um policial civil foi morto pelos criminosos.

Conforme Borges, a ação em Araçatuba foi uma das mais ousadas já realizadas pelo crime organizado. "À medida que os serviços de inteligência da polícia vão apertando o cerco, eles mudam as táticas e vão ficando mais agressivos, mas desta vez abusaram. É possível que alguma informação tenha sido vazada para eles, pois sabiam que tinha muito dinheiro nos bancos, especialmente no Banco do Brasil. Fala-se não oficialmente em R$ 100 milhões só nesse banco", comentou.

Sobre a informação não oficial de que a agência do Banco do Brasil tinha R$ 100 milhões no momento do mega assalto em Araçatuba, o banco disse que não informa valores em encaixe nas suas dependências nem revela valores subtraídos durante ataques criminosos. "Esclarece, contudo, que os valores de encaixe na dependência atacada eram inferiores à média observada nos últimos anos", disse. O BB informou que colabora com as autoridades policiais para a elucidação do ataque ao seu complexo administrativo em Araçatuba.

O prefeito, ainda, descartou a possibilidade de criminosos que participaram do assalto ainda estarem escondidos no município. Segundo ele, sete veículos usados pela quadrilha foram encontrados em cidades vizinhas, o que indica que os bandidos que conseguiram fugir ganharam distância. Um dos veículos abandonados tinha blindagem tripla nos vidros e um buraco no vidro traseiro que, segundo a polícia, serviria para fazer disparos com fuzil ponto 50.

Com Agência Estado

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