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Armas e ameaças levaram Roberto Jefferson à prisão

Por Redação |
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ALVO DE OPERAÇÃO O ex-deputado Roberto Jefferson fazendo símbolo de arma; ele é apoiador de Jair Bolsonaro. (Foto: Arquivo)
ALVO DE OPERAÇÃO O ex-deputado Roberto Jefferson fazendo símbolo de arma; ele é apoiador de Jair Bolsonaro. (Foto: Arquivo)

Ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) divergem do parecer da subprocuradora-geral da República, Lindôra Araújo, que viu potencial cerceamento da liberdade de expressão na prisão do ex-deputado Roberto Jefferson. Ele foi detido ontem a pedido da Polícia Federal e por determinação de Alexandre de Moraes.

Magistrados afirmaram à coluna que Jefferson não apenas divulgava críticas aos ministros ou às decisões da Corte —mas sim fazia ameaças abertas contra as instituições e a democracia, aparecendo até mesmo com armas em vídeos que postava nas redes sociais.

Em um deles, Jefferson chegou a ensinar os "cristãos" a usarem até revólveres caso agentes aparecessem para fechar igrejas.

Na época, o STF discutia a validade de medidas tomadas por governadores para evitar a explosão de casos de Covid-19 —o que incluía a restrição temporária a cultos presenciais.’

Nas imagens, o ex-parlamentar orientava as pessoas a usarem balaclava, um capuz que motoqueiros usam para se proteger do vento e que esconde o rosto. E que disparassem caso "satanás" aparecesse para fechar alguma igreja.

Jefferson ensinava seus seguidores a "tirarem" os agentes "de combate" com seus revólveres e a darem golpes nos braços deles com tacos de beisebol.

Em outro vídeo, empunhando duas pistolas, ele chamava o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, de "malandro", "palhaço" e "macaco" e dizia que o diplomata deveria ser expulso do Brasil.

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