Maria Izabel Azevedo Noronha fará reunião com professores
A deputada estadual Maria Izabel Azevedo Noronha (PT), Professora Bebel, que também é presidenta da Apeoesp ((Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo), estará hoje em Araçatuba. Ela deverá chegar à cidade às 15h30 quando vai se encontrar com a direção da legenda e depois irá participar de uma reunião na sede local da instituição às 17h30.
Bebel tem sido crítica à decisão do governo do Estado em permitir o reinício das aulas presenciais. De acordo com ela, a medida expressa um “descompromisso com a defesa da vida”.
As aulas presenciais na rede estadual de ensino voltaram nesta segunda-feira (2). Todas as unidades estão autorizadas a receber 100% dos estudantes, mas os responsáveis continuam tendo a opção de enviar ou não os alunos para as escolas.
PESQUISA
Professora Bebel tem feito diversas manifestações públicas contra a medida. Ela cita que uma pesquisa realizada pela Apeoesp e Instituto Vox Populi, divulgada na última sexta-feira (29), demonstrou que 85% dos professores e 75% dos estudantes temem contrair a Covid-19 nas escolas. E têm todas as razões para esse temor.
De acordo com ela, no primeiro semestre, em regime de rodízio e com grande parte de professores e estudantes em regime de atividades remotas, foram 2.726 casos de infecção apenas nas escolas estaduais, constatados em levantamento parcial realizado pelas subsedes da Apeoesp, com 105 óbitos, entre professores, funcionários e estudantes.
A deputada argumenta que a pandemia está longe de ser controlada. Ela enfatiza que já foram contabilizados no estado de São Paulo mais de 4 milhões de casos de covid, com mais de 139 mil óbitos, ou 25% do total nacional, sendo que o estado de São Paulo possui 20% da população nacional.
“Não é hora do retorno às aulas presenciais. Pouco mais de 44% dos professores receberam a segunda dose da vacina. Os estudantes não foram vacinados. Por que a pressa em retornar? Se já aguentamos até aqui, porque não esperamos até que todos os profissionais da educação sejam imunizados – decorridos 14 dias da segunda dose – e haja um índice seguro de imunização na comunidade?”, defendeu a deputada em artigo recente.
CUIDADOS
Em suas críticas contra a medida, a deputa argumenta que a Secretaria de Educação do Estado tem afirmado, erroneamente, que os protocolos sanitários estão sendo cumpridos nas escolas. “Somente quem não conhece a realidade das nossas escolas públicas pode acreditar nisso. Até mesmo uma medida simples, a ventilação das salas de aula, é complicada, pois as salas são antigas, os vitrôs são pequenos e localizados no alto e, além de tudo, via de regra, estão emperrados”, destaca ela.
Como presidenta, ela afirma que a Apeoesp continua empenhada na sua luta incondicional em defesa da vida e mantém diálogo permanente com os pais e mães. Isso se reflete na presença de uma média de 5% a 10% de estudantes nas escolas nesse primeiro dia.
“Representando os professores da rede oficial de ensino do Estado de São Paulo, recorremos novamente à justiça para que só sejam retomadas as aulas presenciais nas escolas quando todos os profissionais da educação estiverem devidamente vacinados, que haja controle da pandemia, e o estabelecimento de efetivos protocolos de segurança para proteção à saúde e à vida de professores, funcionários, estudantes e suas famílias.”
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