Cultura

Jovem escritora faz sucesso com livro que foi uma “declaração de amor”

Por Redação |
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Crédito da foto: Divulgação
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Jade Oliveira escreveu seu primeiro livro com a história real de um romance vivenciado por ela; obra já tem mais de 6 mil leituras no formato e-book

Dia 25 de julho é comemorado o Dia Nacional do Escritor. Esta data é uma homenagem àqueles que se dedicam às palavras escritas. A ideia de homenagear todos os escritores surgiu a partir do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado nessa data na década de 1960 pela UBE (União Brasileira de Escritores). A proposta era a oficialização anual da data como celebração desses profissionais.

O objetivo é dar mais visibilidade ao trabalho desses homens e mulheres que se dedicam a narrar histórias, tecer universos poéticos, analisar o cotidiano, entreter e ensinar. Por trás de todo texto existe alguém, tantas vezes invisível quando se está imerso em uma história: o escritor.

É também uma data oportuna para a valorização e incentivo da literatura nacional, além de apresentar obras contemporâneas de autores e autoras já consagrados ou de novos talentos.

Sejam livros didáticos, de ficção, histórias fantásticas, narrativas breves, crônicas, análises não ficcionais do passado ou do presente, os livros proporcionam à imaginação dos leitores uma viagem a diferentes universos.

Entretanto, há quem se inspire em fatos da vida real para escrever suas histórias. É o caso da escritora Jade Oliveira, de 29 anos, que idealizou seu primeiro livro, "Em busca de um grande talvez", baseado em uma história por ela vivenciada.

Há alguns anos ela viveu um romance com um cantor do Estado do Paraná e decidiu verbalizar esse relacionamento como uma forma de declaração de amor. O intuito da publicação era fazer o livro chegar até ele.

"Queria mostrar que era diferente de tudo o que ele já viveu e que o amor é capaz de nos levar as melhores loucuras e aventuras, no meu caso, um romance que saltaria diretamente da vida real para as páginas de um livro", esclarece a escritora.

PUBLICAÇÕES

Jornalista por formação, Jade conta que o processo de escrita foi totalmente rápido, já que a história é real e vinha se desenvolvendo ao longo dos anos. Em maio de 2016 o livro foi publicado na versão física, de forma totalmente independente, pela Agbook - primeira rede física de livros sob demanda do mundo que oferece ao autor recursos necessários para o rascunho ganhar vida.

Após a publicação, Jade se surpreendeu com o alcance atingido pela história, uma vez que o intuito não era alcançar tantas pessoas. A escritora chegou a ser cogitada por duas editoras, porém optou por não assinar o contrato, pois não tinha essa pretensão.

"Perderia o direito de autoria própria, podendo ter a obra modificada, o que para mim é impensável, já que o livro foi escrito para chegar até uma única pessoa e acabou me levando a muitas outras que passaram a ser importantes na minha vida", conta Jade.

LIVRO. “Em busca de um grande talvez” ganhou maior notoriedade quando foi publicado em formato e-book na Amazon. Até o momento, já alcançou 6 mil leituras. Crédito da foto: Arquivo pessoal

Em junho de 2020, depois do sucesso de vendas da versão física que, até então, havia somado mais de 500 exemplares em todo território nacional, Jade resolveu que era hora de investir no formato digital e conquistar os leitores virtuais.

O livro, então foi publicado em formato e-book na livraria virtual da Amazon. Nesse momento também houve um processo de reformulação de capa e revisão da obra. O e-book "Em busca de um grande talvez", desde o seu lançamento, já conta com mais de 6 mil leituras, já esteve entre os mais baixados e sempre aparece nos mais vendidos, lidos e indicados pela Amazon.

EXPERIÊNCIA

"A experiência de receber uma unidade física em mãos é única e me emociona até hoje, é realmente como se fosse um filho", afirma Jade, que se considera escritora desde que se entende por gente.

Para ela escrever é uma forma de dar asas a imaginação. Porém, ela conta que ao escrever profissionalmente encontrou algumas dificuldades, como por exemplo, o medo da rejeição.

"A parte mais difícil acredito, que como em qualquer coisa que a gente vá fazer pela primeira vez, é o medo da rejeição, de não ser aceita ou de fracassar. É quando decidimos não deixar esses obstáculos tomar conta que nos tornamos grandes", considera.

Natural de Primavera, cidade do interior do Estado de São Paulo, a jornalista acredita que a maior lição nesse processo de escrita foi aprender a confiar no quanto seria capaz de conquistar seu espaço.

"Essa é a mensagem que eu quero deixar através da minha obra, as pessoas não devem esperar por um momento perfeito, o trabalho dos sonhos, uma conta bancária recheada, as pessoas só devem começar e confiar. O momento ideal é aquele que você acredita com todas as forças que está pronta", ressalta.

“Afirmo com todas as letras que é a minha maior realização pessoal e profissional”.

Com todas essas conquistas Jade começou a inscrever o livro em concursos literários de poesias e poemas, sendo eles Prêmio Poesia Agora - Inverno 2019, Prêmio Conto Brasil em agosto de 2018, ambos da Editora Trevo. Já no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Sarau Brasil, em junho de 2018 e agosto de 2019, a obra foi classificada.

FUTURO

A autora, que tem o romance como seu gênero literário favorito e se considera uma "apaixonada incurável e acredito que nada nessa vida faça mais sentido do que o amor", já tem mais um lançamento previsto. No dia 5 de agosto "Conto Delírio" será publicado, em versão digital também na Amazon.

AUTORA Jade Oliveira, de 29 anos, é formada em jornalismo, possui uma obra publicada e já prepara seu segundo lançamento. Crédito da foto: Arquivo pessoal

O livro foi escrito em 2017, como produto de seu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso), na faculdade de jornalismo. Quatro anos após sua graduação, Jade irá publicá-lo para dar segmento à sua carreira de escritora. A obra será em formato de conto - como o próprio nome diz - e terá 8 páginas.

"O conto é voltado para a conscientização sobre responsabilidade afetiva com o próximo, e como a forma que as ações impactam diretamente na vida do outro, muitas das vezes, não sendo possível voltar atrás para corrigir os erros", explica Jade.

RECONHECIMENTO

A profissão de escritor, ainda nos dias de hoje, é pouco reconhecida e valorizada no país. Assim, a celebração do Dia Nacional do Escritor procura ressaltar esses profissionais essenciais para a cultura e a memória de um povo.

Jade diz que escrever seu livro foi a confirmação de que desejos podem ser concretizados. "Passou a ser não só um romance, mas uma prova de que sonhos podem se tornar reais, desde que você passe a acreditar que milagres acontecem sim e só dependem do quanto você está empenhado em realizá-los".

Os livros são indispensáveis para o desenvolvimento da educação e cultura, pois são por meio das lembranças eternizadas por eles que as memórias de uma sociedade vão sendo construídas e preservadas. "São essas lembranças que falarão por nós, quando não estivermos mais aqui e que de certa forma nos tornarão inesquecíveis", finaliza Jade.

*Renata Pardo, estudante de jornalismo e estagiária da Folha da Região

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