Com título “Microteatro.br”, a iniciativa traz 16 micropeças; quatro delas são dedicadas ao público infantil
Com várias novidades na cartola, começou ontem (22), mais uma edição do Microteatro La Movida, pelo segundo ano consecutivo no formato on-line e com acesso gratuito. Com um título especial “Microteatro.br”, a iniciativa traz, desta vez, 16 micropeças. Uma entre as inovações aludidas reside no fato de que quatro delas são dedicadas ao público infantil, com apresentações aos sábados, às 16h e às 16h20, no Instagram do espaço, @lamovidamicroteatro.
As demais, direcionadas para o público adulto, serão exibidas sempre quintas e sextas, com sessões às 21h, 21h20 e 21h40, no mesmo endereço virtual. Quem não conseguir assistir às apresentações no horário oficial de transmissão ou mesmo para quem quiser revê-las, as micropeças ficam disponíveis na plataforma durante 30 dias após o evento, mais uma vez, gratuitamente.
INOVAÇÕES
Além da inclusão de produções voltadas para a criançada, outra inovação foi o nome do festival. De acordo com a produção do evento, a temporada virtual desse ano passa a se chamar Microteatro.br para reforçar a manutenção da diretriz de ser uma iniciativa de curta duração, porém, por meio de uma plataforma virtual (daí o “.br”).
De acordo com Clarice Castanheira, idealizadora do evento, a essência do microteatro é a produção de conteúdos de até 15 minutos, e por isso o tempo foi um fator determinante para optar por essa estratégia: conteúdos curtos para serem consumidos pela tela do celular.
“Esse ano, os espectadores serão convidados a virar a tela do telefone para poder desfrutar de uma imagem mais ampla. As micropeças foram filmadas neste formato pensando em captar todos os movimentos para caber dentro dessa tela que a gente manuseia o tempo inteiro durante o nosso dia a dia", explica a idealizadora do Microteatro La Movida.
Outro investimento é na interação com a plateia, com a volta do mestre de cerimônias: só que agora interagindo pela tela, chamando as pessoas para assistir às micropeças. "Trata-se de uma figura muito importatne para a experiência do microteatro, e ele, ao vivo, vai apresentar as atrações da noite".
APRESENTAÇÕES
Os trabalhos selecionados após um chamamento foram gravados em espaços parceiros do festival: Clementina (BH), Espaço Aberto Pierrot Lunar (BH), Grupo Trama de Teatro (Contagem) e C.A.S.A. - sede do Grupo Armatrux e da Companhia Suspensa (Nova Lima).
O ator Chico Anibal, que apresenta hoje (23), a micropeça "Aí vem o Temporal", de Karl Valentim, conta que é a sua primeira vez tanto no festival quanto na experimentação da linguagem digital.
"Eu e a Margareth Serra, queridíssima, companheira de várias montagens, estamos ansiosos. A peça foi escrita na década de 1930, mais ou menos, e mostra um casal na rua, cheio de pacotes e outras coisas nas mãos. E começam a discutir a melhor forma de ir para casa antes que a chuva venha. Mas acaba que não dá tempo. Eles não decidem e, ensopados, resolvem ir a pé”, comenta Chico.
Lira Ribas, por sua vez, fala de "Surubim". "É uma cena criada a partir da pesquisa de um trabalho que desenvolvo em cima de figuras encantadas, muitas delas inspiradas em histórias, figuras e personagens da cultura barranqueira, do rio São Francisco”.
No geral, os artistas selecionados escolheram caminhos distintos para darem seu recado - assim, há micropeças musicais, dramáticas, cômicas, teatro de bonecos, show, teatro de máscara, animação. No que tange aos argumentos, muitos abordam temas atuais e políticos, mas sem deixar além de assuntos que passam pela existência humana.
Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.