Assassino era vizinho da residência da menor; ele pulou o muro para estupra-la e acabou esfaqueando e agredindo com chutes e socos
Regional Press
O presidiário Daniel Gaspar Barbosa, que em 2019 matou a facadas a adolescente Julia Maria de Lima Barbassa Mendes, de 14 anos, vai a júri popular na próxima quarta-feira, dia 21 de julho, em Araçatuba. O crime chocou a cidade e teve ampla repercussão na imprensa de Araçatuba e região.
A garota foi assassinada dentro de sua residência, na rua Cláudio Dionísio Sanches de Souza, bairro Água Branca, na manhã de um sábado, 19 de janeiro de 2019. O assassino, que era vizinho de muro da residência da menor, pulou o muro e tentou estuprá-la. Como não conseguiu, passou a agredir a garota com socos e facadas. As facadas atingiram várias partes do corpo da menor.
A adolescente levou ao menos cinco facadas nas regiões da cabeça, pescoço, axila e uma atingiu o coração. Nos exames feitos no IML (Instituto Médico Legal), também foram encontrados sinais de estrangulamento. O homem foi preso um dia depois do crime pela Polícia Militar no bairro Ivo Tozzi.
Em depoimento à polícia, Daniel confessou o crime e disse que matou a garota por ela ter fama de “cagueta”. Na época, ele era foragido da penitenciária de Bauru e estava escondido na casa de parentes no bairro Água Branca, em frente à casa da vítima.
De acordo com denúncia do Ministério Público, o crime foi praticado por motivo torpe, consistente em vingança, “uma vez que o denunciado acreditava que a vítima e sua família eram ‘caguetas’, isto é, que estariam informando às autoridades que ele era foragido da justiça”.
Segundo o MP, o crime foi perpetrado por meio cruel, já que o denunciado, de porte bem mais avantajado que a vítima, adolescente, causou nessa intenso e desnecessário sofrimento ao agredi-la diversas vezes, além de lhe desferir quatro golpes de facas, “revelando malvadez e brutalidade fora do comum”.
Para o MP, o denunciado utilizou recurso que dificultou a defesa da vítima, já que surpreendeu a vítima no momento em que ela estava dormindo, isto é, despreparada, desarmada e sem possibilidade de qualquer reação. Quando foi preso pela morte da menina, Daniel já tinha antecedente criminal por tráfico e outro homicídio. Atualmente, ele está preso em uma penitenciária de segurança máxima. O julgamento ocorrerá no Tribunal do Júri do Fórum da Justiça Estadual.
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