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Instagram se rende ao TikTok, que depende do Brasil para crescer

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min
MERCADO A empresa vem fazendo mudanças para agregar ferramentas de outras redes sociais em sua experiência com o usuário. (Divulgação)
MERCADO A empresa vem fazendo mudanças para agregar ferramentas de outras redes sociais em sua experiência com o usuário. (Divulgação)

Na última quarta-feira (30), o chefe do Instagram Adam Mosseri foi às redes sociais para comunicar que a rede social passará por grandes mudanças. "Não somos mais uma plataforma de fotos, somos uma plataforma de entretenimento", disse o executivo.

"Também vamos experimentar como podemos abraçar o vídeo de forma mais ampla, com tela inteira, imersivo, divertido, que prioriza os dispositivos móveis", acrescentou.

Mosseri adiantou que o Instagram tem planos de mostrar aos usuários vídeos em tela inteira em seus feeds. Isso inclui clipes que o aplicativo recomenda aos usuários, até aqueles de contas que eles ainda não seguem. Os usuários começarão a ver os experimentos do Instagram com essas mudanças nos próximos meses, segundo o chefão.

O executivo destacou especificamente o TikTok como um concorrente sério. A ByteDance Ltd., empresa proprietária do TikTok, é uma das startups que cresce mais rapidamente no mundo. A empresa revelou em junho que sua receita no ano passado mais do que dobrou, chegando a R$ 171,5 bilhões.

Recentemente, a ByteDance disse em um comunicado enviado a seus funcionários que sua receita total em 2020 cresceu 111% em relação ao ano anterior, enquanto o lucro bruto aumentou 93%, para R$ 95 bilhões, de acordo com trechos de um memorando da empresa a que o The Wall Street Journal teve acesso.

A empresa tinha cerca de 1,9 bilhão de usuários ativos por mês em todas as suas plataformas em dezembro de 2020. Além do TikTok, a ByteDance tem aplicativos virais como o Douyin, o equivalente chinês do TikTok, e um programa de agregação de notícias chamado Jinri Toutiao.

O Instagram não é a única plataforma que tenta surfar na onda do TikTok. O YouTube lançou no final de 2020, na Índia, o Shorts, sua subdivisão de vídeos curtos para concorrer com o TikTok. O momento e o local não foram escolhidos por acaso: o TikTok foi expulso da Índia pelo governo local após conflitos militares na fronteira do país com a China.

O Shorts tem crescido rapidamente. Há anos produtores de conteúdo não têm uma oportunidade tão atraente de aumentar seu número de seguidores no YouTube. O YouTube é um território altamente concorrido, mas difícil de crescer.

Só que a empresa do Google tem trabalhado fortemente para promover o Shorts. Diversos criadores comentam sobre o rápido crescimento do número de seguidores quando produzem para o Shorts, apesar da monetização ainda ser um problema. Bom para crescer, mas difícil de ganhar dinheiro, já que o YouTube se esforça para melhorar o alcance de quem adere à plataforma.

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