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Agronegócio movimenta R$ 1 bilhão com exportações em Valparaíso

Por Redação |
| Tempo de leitura: 4 min

Alessandra Nogueira -- 

Com 26.822 habitantes, o município de Valparaíso completa 84 anos de fundação hoje (30) e se consolida como um polo do agronegócio regional, com a produção de açúcar, etanol, fertilizantes e aminoácidos que são utilizados nos mais diversos setores da economia, seja no transporte, alimentação e até mesmo na indústria cosmética. 

O setor gera 3 mil empregos diretos e é o responsável por colocar a cidade no cenário mundial, com a exportação de produtos que movimentam mais de US$ 200 milhões por ano (pouco mais de R$ 1 bilhão). Além de gerar milhares de empregos, o agronegócio contribui com a arrecadação de impostos, ações sociais que beneficiam principalmente famílias em situação de vulnerabilidade, com ênfase no período de crise sanitária causada pela pandemia de Covid-19, e no desenvolvimento econômico do município. 

O boom desempenho das indústrias que agregam valor aos produtos agropecuários fez as vendas para o mercado externo aumentarem em 38% nos primeiros quatro meses de 2021 em comparação com o mesmo período do ano passado. A movimentação passou de US$ 43.901.318, com a exportação de 109 mil toneladas, para U$ 60.453.219 e a venda de 159 mil toneladas para o exterior. 

O principal produto é o açúcar. O município possui duas usinas produtoras de etanol, açúcar e ainda atuam na cogeração de energia, a Univalem, adquirida pelo grupo Raízen, que é o maior produtor de açúcar e etanol do Brasil, fundada em 1974, e a Da Mata, inaugurada em 2006, no auge do setor sucroalcooleiro, pelo grupo Grendene. 

Juntas, as duas são responsáveis pela geração de 3,1 mil empregos diretos, além dos milhares de indiretos gerados durante a entressafra da cana, que vai de novembro a abril, período em que as usinas aproveitam para fazer a manutenção de seus equipamentos. Somente a Da Mata irá produzir, em 2021, 347 mil toneladas de açúcar, 150 milhões de litros de etanol anidro, 75 milhões de litros de etanol hidratado e gerar 240 mil MW de energia elétrica, a partir da queima do bagaço de cana-de-açúcar e da palha recolhida nos canaviais.  

A multinacional Ajinomoto, com sede no Japão, é outra agroindústria que movimenta a economia de Valparaíso, gerando 148 empregos diretos. Inaugurada em 1997, a empresa tem como matéria-prima principal o açúcar, por isso se instalou estrategicamente na cidade. A indústria produz aminoácidos que são utilizados por indústrias de diversos segmentos, como alimentícias, cosméticas, químicas e de nutrição animal, com produção de arginina, valina e histidina. 

A fábrica também produz o fertilizante Ajifer, utilizado nas culturas agrícolas da região, principalmente na cultura de cana-de-açúcar. "A unidade de Valparaíso é fundamental para os negócios da Ajinomoto do Brasil e também tem grande importância para o desenvolvimento global da multinacional, que é líder mundial em aminoácidos, componentes fundamentais para a saúde de todos os seres vivos", afirmou Frederick Costa, gerente de Departamento Administração da unidade de Valparaíso da Ajinomoto do Brasil. 

O papel social do agronegócio 

Além da geração de empregos e arrecadação de impostos, o agronegócio desempenha um importante papel social na vida dos moradores de Valparaíso e de seu entorno. Somente a multinacional japonesa Ajinomoto doou, neste mês, R$ 2,5 milhões que foram distribuídos entre oito hospitais e nove instituições sociais, incluindo a Santa Casa de Araçatuba e a Santa Casa, Secretaria Municipal de Saúde e o Fundo Social de Solidariedade de Valparaíso. 

Os recursos foram repassados para a aquisição de insumos hospitalares, equipamentos, produtos de higiene, alimentos e outros itens essenciais no combate à Covid-19. Desde maio de 2020, a empresa tem contribuído com a saúde do município com a produção e doação de álcool líquido 70%. A unidade da Raízen em Valparaíso também realiza várias ações sociais voltadas ao enfrentamento do novo coronavírus e à melhora na qualidade de vida dos moradores. 

Na última safra 2020/2021, a empresa doou cestas básicas e de Natal, testes de Covid e vacinas contra a H1N1. Mais de 5 mil pessoas foram beneficiadas com estas ações. Além disso, a empresa atende 120 jovens por ano no contraturno escolar, por meio de um programa que estimula competências socioemocionais. Atualmente, o programa é realizado 100% virtual, por causa da pandemia. 

Os estudantes contam com uma plataforma on-line própria para a realização das atividades, videoaulas enviadas por whatsapp e encontros virtuais com uma educadora. Já a Usina Da Mata desenvolveu, recentemente, o Projeto Mãos que Amparam, consistiu na doação de 1.326 cestas básicas pela empresa e mais 430 pelos colaboradores, que serão destinadas a 439 famílias. A entrega começou no mês de abril e segue até julho. Em abril deste ano, a usina doou 20 mil máscaras e 20 mil pares de luvas descartáveis para a Santa Casa de Araçatuba. Desde o início da pandemia, a empresa vem contribuindo com doações de álcool sanitizante e insumos. A Da Mata também disponibilizou, em março de 2021, 75 cilindros de oxigênio industrial a hospitais da região de Araçatuba. 

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