Não são só os adultos que podem ter hipotireoidismo, sendo essa a queda na produção dos hormônios da tireoide. Ontem (25), foi celebrado o Dia Internacional da Tireoide, data importância para o compartilhamento de informações que auxiliam no tratamento dos pacientes.
A disfunção pode aparecer na infância e as causas principais são o hipotireoidismo congênito, que é quando a criança nasce sem a glândula tireoidiana, e a tireoidite de Hashimoto, a mais comum na fase adulta e chamada tireoidite autoimune.
A criança pode apresentar déficit de crescimento, sonolência e até puberdade precoce. Em bebês, o hipotireoidismo pode levar a sequelas cognitivas no sistema nervoso central que podem ser permanentes.
A identificação precoce da doença na criança é fundamental para um desenvolvimento saudável.
Em bebês, o diagnóstico é feito pelo Teste do Pezinho, que deve ser realizado entre o terceiro e quinto dia após o nascimento para detectar o hipotireoidismo congênito.
De acordo com a médica endocrinologista Dra. Lorena Lima Amato, o tratamento é essencialmente com a reposição do hormônio tireoidiano, assim como é feito no adulto.
A especialista conta que é preciso cuidados para fazer uma reposição hormonal adequada na criança, já que é necessário tomar a reposição hormonal em jejum, respeitando 30 minutos antes da primeira refeição do dia.
“A partir de exames laboratoriais é possível deixar a dosagem hormonal em níveis adequados para permitir um desenvolvimento normal da criança”, diz Lorena.

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