Meio Ambiente

Operação da PF apura crimes em órgãos ambientais e mira ministro

Por Redação |
| Tempo de leitura: 1 min
Ministro Ricardo Salles posa com madeira rastreada em 31 de março de 2021 - Divulgação / Instagram / ricardosallesmma
Ministro Ricardo Salles posa com madeira rastreada em 31 de março de 2021 - Divulgação / Instagram / ricardosallesmma

Crimes contra a administração pública, como corrupção, advocacia administrativa, prevaricação e, especialmente, facilitação de contrabando, praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro, são o alvo da Operação Akuanduba, da Polícia Federal, nesta quarta-feira (19).

A PF, que cumpre mandados de busca e apreensão em locais ligados ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Sales, está nas ruas do Distrito Federal, São Paulo e no Pará, apurando crimes contra a administração pública praticados por agentes públicos e empresários do ramo madeireiro.

Na ação, cerca de 160 policiais federais cumprem 35 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e nos estados de São Paulo e Pará. As medidas foram determinadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Além das buscas, o STF determinou o afastamento preventivo de 10 agentes públicos ocupantes de cargos e funções de confiança no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e no Ministério do Meio Ambiente.

As investigações foram iniciadas em janeiro deste ano a partir de informações obtidas junto a autoridades estrangeiras noticiando possível desvio de conduta de servidores públicos brasileiros no processo de exportação de madeira.

Akuanduba, que dá nome à operação, é uma divindade da mitologia dos índios Araras, que habitam o estado do Pará. Segundo a lenda, se alguém cometesse algum excesso, contrariando as normas, a divindade fazia soar uma pequena flauta, restabelecendo a ordem.

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