A Polícia Militar Ambiental e o MPSP (Ministério Público do Estado de São Paulo), por intermédio do Gaema (Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente), deflagraram ontem (10), em todo o Estado, a Operação Huracan, que se estenderá até quarta-feira. O objetivo é a prevenção e o combate a incêndio na zona rural.
A operação conta com o emprego de 450 policiais militares e a participação de integrantes do Gaema, e tem como objetivo a prevenção dos focos de incêndio em vegetações e, consequentemente, a minimização dos impactos que estes incidentes acarretam à saúde da população.
Entre as ações previstas, destacam-se as orientações a proprietários e produtores rurais quanto às medidas de prevenção, como a manutenção dos aceiros nos canaviais e os planos de prevenção contra incêndio nas margens de rodovias (faixas de domínio), ferrovias, zonas de amortecimento de unidades de conservação e outros pontos de vulnerabilidade que também serão alvo do policiamento preventivo.
A denominação da operação faz alusão à Mitologia Maia, que define Huracan como o deus responsável por catástrofes naturais com a invocação de elementos como o vento, fogo e terra. Esta ação da Polícia Ambiental tem forte componente didático, uma vez que se iniciam as ações de educação ambiental nas redes sociais como forma de conscientização de toda a população.
Serão enfatizados alertas como, não jogar cigarros ou fósforos às margens de rodovias, não soltar balões (crime previsto na Lei 9.605/98), evitar acender fogueiras (não acenda fogueiras perto de matas e em dias de vento), não provocar queimadas, (quando necessário aplicar em áreas agrícolas, conforme regulamentação legal, solicite autorização prévia à Cetesb), não soltar fogos de artifício próximo às áreas com vegetação, não permitir que crianças façam uso de fósforo, isqueiros ou materiais inflamáveis e não jogar lixo em terrenos baldios.
O comandante da 1º Companhia do 2º Batalhão de Polícia Ambiental, capitão Rafael Gonçalves de Oliveira, explicou que a estiagem começa no primeiro semestre, mas, o pico são os meses de agosto e setembro, quando ocorre maior incidência. No entanto, o trabalho preventivo já teve início e consiste inclusive em planos de ações preventivas de empresas do setor sucroenergético.
CANAVIAIS
Ele explicou que os canaviais ocupam extensas áreas que muitas vezes são alvos de incêndios. Para evitar a propagação e também melhor logística no combate, as empresas têm de apresentar, ainda mês, o plano de ação imediata de combate a incêndio e também o plano de auxílio mútuo, que deve ser apresentado pelo conglomerado de empresas.
Esses planos são avaliados e pontuados pela Polícia Ambiental que observa diversos itens, como aceros, formação e treinamento de brigadas, pontos de observação, obstáculos de acesso aos canaviais e outros. O comandante explica que um dos pontos avaliados é se os planos são realmente operacionalizáveis.
A 1ª Companhia da Polícia Ambiental abrange 43 municípios da região. Apesar de iniciar oficialmente em maio, com término previsto para outubro, a “Operação corta fogo” já teve início na prática com uma série de ações, incluindo este encontro técnico.
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