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Operação Raio-X: Polícia cumpre mandados de busca em casas de dois médicos em Birigui

Por Redação |
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A Polícia Civil cumpriu quatro mandados de busca e apreensão na casa de dois médicos, em condomínios de alto padrão em Birigui, além de um laboratório e um consultório, na manhã de ontem (19). O objetivo desta nova fase é a investigação da veracidade de documentações médicas que foram usadas como base para solicitação da prisão domiciliar concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ao médico Cleudson Garcia Montalli, acusado de ser o líder de uma organização investigada por desvio de dinheiro público na área da saúde.
Os mandados de busca foram expedidos pela 2ª Vara Criminal de Araçatuba. Um deles foi cumprido por policiais do GOE/Deic na residência de um médico de 38 anos, em um condomínio. A equipe, composta por cinco policiais incluindo um delegado, chegou no condomínio por volta das 6h e teve de arrombar uma porta para ter acesso ao imóvel, onde estava o médico e sua esposa.
Ele acompanhou a diligência ao ser informado do teor do mandado de busca em sua casa. Os policiais estavam atrás do telefone celular do médico, um IPhone 11, preto, que foi apreendido. O investigado passou a senha de desbloqueio aos policiais.
Ao mesmo tempo outra equipe cumpria mandado de busca no laboratório deste médico, onde os policiais apreenderam dois telefones celulares, sendo um do médico e um da secretária, um notebook e diversos documentos que estavam na sala do investigado. A ação na empresa foi acompanhada por um advogado.
A reportagem da Folha da Região apurou que uma terceira equipe, da Deic, esteve na casa de um médico de 52 anos em outro condomínio, no Jardim Pop. Lá eles apreenderam um computador integrado (CPU e Monitor), além de dois celulares, sendo um do médico e outro da esposa dele.
Com apoio de uma terceira equipe os policiais cumpriram mandado de busca no consultório deste médico, onde após análise em um computador, nada de interesse para as investigações foi apreendido.
Os mandados de busca desta segunda-feira foram realizados para investigação de possível fraude nos exames do médico Cleudson Garcia Montalli, que serviram como base para concessão de sua prisão em regime domiciliar, concedida pelo ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal). O médico estava preso até a semana passada no Centro de Ressocialização de Araçatuba, antes de ser beneficiado com o regime domiciliar.

A Operação

A “Operação Raio-X” foi deflagrada no dia 29 de setembro do ano passado pela Polícia Civil (Deinter-10/Deic/Secocold) e o Ministério Público do Estado de São Paulo (Gaeco), visando desmantelar grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e Organizações Sociais.
A investigação, que conta com Inquéritos Policiais instaurados junto às comarcas de Penápolis e Birigui, teve a duração de aproximadamente dois anos, período em que foi desvendado um gigantesco e sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos e o desvio de milhões de reais em prejuízo da saúde.
As prisões e as buscas aconteceram em dezenas de municípios do Estado de São Paulo e em municípios dos Estados do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.
Para o cumprimento dos mandados foram convocados 520 policiais civis, 130 viaturas policiais e 02 helicóptero da Policia Civil. Por parte do MPSP, 30 Promotores de Justiça e 10 Agentes de Promotoria também participaram da operação. Também cooperaram 200 policiais civis de outros estados e a Polícia Federal no estado do Pará.

PRESOS
Durante a operação, 53 pessoas foram presas, entre elas, o então Secretário de Saúde de Penápolis, Wilson Carlos Braz, o vereador a época, de Birigui, José Roberto Merino Garcia, conhecido como Paquinha, a ex-diretora do Departamento de Urgência e Emergência da Secretaria Municipal de Saúde de Araçatuba, Liége Tada Batagim dos Santos, que já não fazia mais parte do quadro da prefeitura e estava trabalhando para o grupo investigado, e o próprio médico Cleudson Garcia Montalli. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na prefeitura de Penápolis e na Santa Casa de Birigui. No total o Ministério Público denunciou 48 pessoas.

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