O Palmeiras certamente vai se sentir como visitante na partida da próxima quinta-feira diante do Al Ahly, do Egito, pelo Mundial de Clubes. O jogo que vale o terceiro lugar da competição será disputado em Doha com a promessa de uma grande presença da torcida do time africano. Os egípcios formam uma das maiores colônias estrangeiras residentes no Catar e têm sido muito atuantes nos jogos do Al Ahly.
Segundo o governo egípcio, mais de 200 mil cidadãos do país moram no Catar. Pelo lado do governo catariano, a estimativa é que entre todos os imigrantes estrangeiros, os egípcios são a quarta maior comunidade do país. Somente cidadãos da Índia, Bangladesh e Nepal são mais numerosos. Outras nações do Norte da África também formam um contingente grande de moradores, como argelinos, tunisianos e líbios. Atraídos pelos empregos no Catar e pela comodidade de se comunicar em árabe, os egípcios vivem em grande quantidade no país e são apaixonados por futebol.
Prova disso é que o desembarque do Al Ahly em Doha para a disputa do Mundial de Clubes provocou aglomeração no aeroporto e muita festa por parte do público. É a sexta vez que a equipe egípcia disputa o torneio. A mobilização do público também pode ser vista nos estádios. Nos dois jogos disputados pelo Al Ahly na competição a torcida se fez presente e cantou bastante. Por causa das restrições com a pandemia, nas partidas do Mundial de Clubes as arenas só podem receber até 40% da capacidade máxima, o que equivale a cerca de 12 mil pessoas. A presença está restrita somente a moradores do país e a convidados dos clubes. A Fifa não divulgou dados de bilheteria das partidas.
Por isso, é bem provável que o público presente na disputa do terceiro lugar esteja mais a favor do Al Ahly do que do Palmeiras. A partida no estádio Education City será uma preliminar da decisão entre Tigres e Bayern de Munique. A decisão será no mesmo local e está prevista para começar três horas depois do início da partida entre o Palmeiras e o atual campeão africano.
*Globo Esporte*
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