Araçatuba

Editorial: O risco da segunda onda de covid-19

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

Tem estado cada vez mais próximo o risco de o Brasil ter uma segunda onda de covid-19. E todos devem ficar atentos a esta possibilidade para evitar maiores prejuízos à saúde e à economia. E mesmo com a possibilidade de haver uma vacina que evite uma quarentena tão prolongada, prevenir ainda é o melhor remédio.

E esta cautela deve acontecer por meio de um planejamento de Estado para atender de melhor forma às necessidades da sociedade. E também deve vir dos empresários, que já aprenderam com a parte mais aguda e precisam se preparar para continuar produzindo, introduzindo em seu cotidiano as novas tecnologias. Aos trabalhadores, aproveitar o final do ano e o dinheiro que ainda é possível ganhar para fazer uma poupança de segurança.

Por parte do Governo Federal, Como relata a edição de hoje da Folha da Região, o ministro da Economia, Paulo Guedes, já adiantou que se houver uma segunda onda de contaminações pelo novo coronavírus no Brasil, o governo voltará a conceder o auxílio emergencial aos brasileiros em situação de vulnerabilidade econômica.

De acordo com ministro, na reportagem publicada na página B1, o plano do governo é retirar o auxílio aos poucos até o final do ano, mas ele poderá voltar se houve necessidade. De acordo com especialistas, este auxílio foi fundamental para manter a economia circulando e evitar que milhares de pessoas morressem de fome.

Por parte do consumidor, uma forma de poupar é gastar com inteligência. E estar de olhos nas promoções é uma forma que parece que caiu do gosto do brasileiro. Um a cada quatro consumidores que vão fazer compras na Black Friday quer aproveitar a data para garantir os presentes de Natal. É o que mostra uma pesquisa feita pela Social Miner em parceria com a Opinion Box e com o apoio da All iN.

De acordo com o estudo, 48% dos consumidores pretendem aproveitar as ofertas neste ano. Outros 38% estão indecisos. Mais da metade dos entrevistados, ou 56%, disseram que vão aproveitar a oportunidade para comprar produtos de que já estavam precisando. Já 51% vão aproveitar as promoções para comprar itens de desejo e 25% devem antecipar as compras de Natal.

Mas, se necessidade, desejo e oportunidade estão entre os principais motivações que devem levar o público às compras, a pesquisa revela ainda que, entre aqueles que não vão comprar, 55% não podem arcar com gastos ou estão economizando; 25% disseram não estar precisando de nada; 7% preferem esperar as ofertas de fim de ano; e 19% não confiam nas promoções.

E, ainda falando sobre confiança, a falta dela é um dos pontos que podem fazer com que consumidores engajados desistam da compra - pelo menos foi o que 43% afirmaram em relação às lojas e 41% em relação aos descontos que podem parecer irreais.

A roda da economia continua a girar, mas é preciso não se esquecer que a pandemia está longe de virar passado. O risco de uma nova onda pode fazer com que algumas conquistas se percam. Como diz o ditado popular… cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém.

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