Polícia

PMs e família resgatada de carro preso em córrego se reencontram após 14 anos

Por Redação |
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Uma cena que nunca se apagou da memória dos policias militares cabo Lourival, que hoje atua em Birigui e cabo Silva Leite, lotado em Bilac, e do casal José Antônio de Araújo Filho e Laura Kazuko Shiraga, além da filha Ana Laura Shiraga Araújo, que hoje está com 16 anos. Eles haviam saído de Tupã e o carro em que viajavam acabou sendo arrastado pelo córrego Barreirinho, em Piacatu, que havia transbordado devido às fortes chuvas. Laura e a filha, que na época tinha dois anos, foram salvas devido à ação de José Antônio e dos policiais.

O reencontro foi possível graças a ação do tenente Alexandre Tropaldi, que hoje atua no setor de Comunicação Social do CPI-10 (Comando de Policiamento de Área do Interior – 10). Ele disse que na noite dos fatos, 2 de dezembro de 2006, estava de serviço em Birigui, e acompanhou o desespero do cabo Silva Leite pedindo apoio no rádio porque havia pessoas no veículo e água estava quase chegando no teto.

No entanto, um trabalho em conjunto de policiais militares com José Antônio possibilitou o resgate de mãe e filha. A família estava em uma Parati e havia saído de Tupã com destino a Guararapes. Ao passar pelo córrego, José Antônio não percebeu que era uma ponte e que o manancial havia transbordado.

Ao tentar passar o carro foi levado pela correnteza e parou em um tronco. Ele saiu do veículo, mas não conseguiu abrir a porta para retirar a mulher e a filha de apenas dois anos. Sem forças para quebrar um dos vidros do carro, correu para a pista e ao ver o primeiro farol pulou na frente para pedir ajuda. Por coincidência era o cabo Silva Neto que estava indo atender uma ocorrência na zona rural.

No desespero, pediu a tonfa do policial, pulou no córrego e foi até o carro. Quebrou o vidro traseiro com a tonfa e conseguiu tirar a mulher e a filha, colocando-as no teto do carro. Ele ficou com parte do corpo dentro da água ajudando a mulher a equilibrar-se, enquanto o cabo Silva Neto, desesperado, pedia apoio.

O reforço foi do cabo Lourival, que residia em Piacatu. Ele pegou uma corda em sua casa e correu para o local. Com orientação dos policiais, José Antônio amarrou a corda na mulher, na filha e em seu próprio corpo, e ambos foram puxados para margem do córrego com segurança.

Em seguida todos foram levados para a casa do cabo Lourival, onde puderam se enxugar e trocar de roupas. Após o ato heroico, eles nunca mais se viram, e ambos tinham vontade de marcar esse reencontro.

O REENCONTRO

O reencontro foi possível porque o tenente Alexandre Tropaldi, recentemente relembrando o caso com os dois policiais, percebeu o desejo dos mesmos em reencontrar a família. Ele localizou a ocorrência registrada na época e, ao pegar o sobrenome de duas das vítimas, percebeu que era o mesmo do seu amigo, o delegado regional de judô e instrutor Wilmar Shiraga.

O tenente perguntou a relação com as duas vítimas e ficou sabendo que era mãe e irmã do seu instrutor, e que todos estão residindo em Guararapes. A partir deste contato foi marcado o reencontro emocionante onde eles conversaram e relembraram o caso. Todos agradeceram a ação dos policiais, inclusive a menina, que hoje tem 16 anos e disse que se não fossem os PMs, ela provavelmente não estaria ali para contar a história que ouviu, porque devido à idade na época, não se lembra dos fatos.

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