Fonte de renda e de desenvolvimento socioeconômico, a agricultura está presente na vida de muitos municípios na área de atuação da CPFL Paulista.
O agronegócio emprega milhares de pessoas e envolve o uso de grandes máquinas na produção de laranja, milho, arroz, cana-de-açúcar, entre outras culturas. É justamente pela importância desta atividade econômica que a distribuidora compartilha dicas e alertas para que os trabalhos no campo sejam realizados com segurança, evitando acidentes com a rede elétrica.
“Com a modernização do sistema de colheita, visando o aumento da produtividade, as máquinas estão maiores, e acabam tocando a rede ou os equipamentos que a sustentam. Por isso, é importante planejar todo o trabalho antes e fazer o reconhecimento do local, determinando tamanho das máquinas agrícolas e as distâncias seguras da rede elétrica”, diz o gerente de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Energia, Marcos Victor Lopes.
Um levantamento realizado pela Gerência de Saúde e Segurança do Trabalho da CPFL Paulista mostra a importância deste tema. Entre 2018 e 2019, a concessionária registrou três acidentes leves e outros quatro fatais envolvendo a execução de atividades agrícolas. Em um desses casos, na cidade de Valparaíso (SP), o agricultor efetuava a medição de uma curva de nível, quando tocou com sua régua metálica na rede elétrica, recebeu uma descarga e não resistiu. No primeiro semestre de 2020, a companhia não registrou nenhum acidente do tipo.
Os dados mais recentes do anuário da Abracopel – Associação Brasileira de Conscientização para os perigos da Eletricidade, mostram uma redução no número de mortes causadas por descargas elétricas recebidas durante trabalho no campo no país. Foram 25 registros em 2019 contra 30 no ano anterior.
Cuidados necessários. Estes acidentes poderiam ser evitados se houvesse mais atenção e um planejamento mais adequado na realização das atividades agrícolas. As dimensões das máquinas usadas na colheita aumentam o risco de um contato acidental com os fios de energia. Muitas vezes, as plantações também ultrapassam os limites de segurança das faixas de servidão de linhas de transmissão e redes de distribuição, contribuindo para os riscos de acidentes elétricos.
As faixas de servidão servem como proteção e segurança entre as culturas e a rede elétrica. Essas faixas resguardam tanto o sistema elétrico como os trabalhadores rurais, que muitas vezes precisam operar máquinas de grande porte próximas aos equipamentos do sistema elétrico. Conforme determina a Norma Técnica NBR 5422 - Projeto de linhas aéreas de transmissão de energia elétrica, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), as faixas de servidão e segurança têm a largura mínima de 20 metros para as linhas de 34,5 kV de tensão e a largura mínima de 30 metros, para as linhas de 69, 88 e 138 kV.
Os períodos mais críticos são o da colheita e da preparação do solo, quando são utilizadas máquinas de grande porte e são feitas as queimadas. Nessas épocas, os agricultores devem redobrar os cuidados com as redes de energia, planejando as atividades previamente para evitar os acidentes.
Visitar as áreas onde os trabalhos serão efetivados realizados (observando os locais onde existe rede e dimensionando as máquinas para a cumprimento de determinado serviço) é um exercício importante para a prevenção de acidentes. Mais segurança. Consciente da importância em manter um trabalho permanente de orientação para a população, a CPFL Paulista realiza a campanha de segurança “Guardião da Vida” que, além de dicas e conselhos para a população em geral e trabalhadores dos centros urbanos, traz também informações sobre os cuidados que os trabalhadores rurais devem ter, quando desenvolverem atividades próximos das redes elétricas.
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