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Polícia divulga balanço da Operação Raio-X

Por Redação |
| Tempo de leitura: 3 min

A Polícia Civil divulgou ontem (01) o balanço da mega-operação Raio-X, desencadeada na última terça-feira (29) com o objetivo de desmantelar um grupo criminoso especializado em desviar dinheiro destinado à saúde mediante celebração de contratos de gestão entre municípios e Organizações Sociais. Na região, foram cumpridos mandados de busca em Araçatuba, Birigui e Penápolis.

Conforme balanço da operação foram presas 45 pessoas, sendo 35 homens e 10 mulheres. Equipes apreenderam um total de R$ 1.801.066,00, US$ 7.568,31, três aeronaves, 47 carros, a maioria de luxo, além de joias, dinheiro, documentos, equipamentos eletrônicos, como celulares, tablets, notebooks, CPUs e outros. Ainda ontem estavam chegando na cidade pessoas que foram presas em outras localidades. Um advogado de Campinas e uma advogada de Araçatuba que estava residindo em São Paulo estavam entre os presos na carceragem da CPJ (Central de Polícia Judiciária) em Araçatuba.

A mega-operação da Polícia Civil em parceria com o Ministério Público (Gaeco) foi desencadeada a partir de inquéritos instaurados no Deinter – 10, em Araçatuba. O delegado Fábio Neri Pistori, do Deinter 10, um dos responsáveis pela investigação, disse que, como esta ainda é a primeira fase, a Polícia e Ministério Público ainda não iriam divulgar os nomes dos envolvidos e nem das organizações sociais investigadas.

A investigação, que conta com inquéritos policiais e civis instaurados, teve a duração de aproximadamente dois anos, período este em que foram levantadas informações que indicam a existência de um sofisticado esquema de corrupção envolvendo agentes públicos, empresários e profissionais liberais, bem como de desvio de milhões de reais que deveriam ser aplicados na saúde.

Em decorrência desse trabalho investigativo foram expedidos 64 mandados de prisão temporária e 237 mandados de busca, sendo 180 no estado de São Paulo e 57 nos demais estados, além do sequestro de bens e valores.

As prisões e as buscas se deram em dezenas de município do estado de São Paulo, dentre eles Penápolis, Araçatuba, Birigui, Osasco, Carapicuíba, Ribeirão Pires, Lençóis Paulista, Agudos, Barueri, Guapiara, Vargem Grande Paulista, Santos, Sorocaba, bem como em cidades do Pará, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

Também cooperaram policiais civis de outros estados e a Polícia Federal no estado do Pará, onde objetivou-se o cumprimento do maior número de prisões temporárias e mandados de busca e apreensão fora do estado de São Paulo e que nesta data também deflagraram a Operação SOS. Em Penápolis, em uma das ações, houve participação de uma equipe do Baep, da Polícia Militar.

De acordo com a investigação, há indícios de esquema de desvio de verba pública por meio da celebração de contratos de gestão entre Organizações Sociais e o Poder Público, em sua maioria, através de procedimentos licitatórios fraudulentos e contratos superfaturados.

No transcorrer da investigação identificou-se dezenas de envolvidos com o grupo criminoso divididos em diversos núcleos, cada qual com sua colaboração na prática das supostas infrações penais.

De acordo com o apurado, houve a aquisição de grande quantidade de bens móveis e imóveis, sendo que parte da evolução patrimonial do grupo se deu justamente no período da pandemia.

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