Esporte

Roni não abandonou Timão nem sob luto por irmão

Por Redação |
| Tempo de leitura: 2 min

O volante Roni, que estreou como profissional do Corinthians atuando como titular nesta quarta-feira (16), marcando um dos gols da vitória sobre o Bahia, por 3 a 2, na Neo Química Arena, sempre foi considerado internamente a personificação do time em campo nas categorias de base.

Ele é conhecido pelos profissionais do clube como um verdadeiro "filho do terrão", como são tratados os atletas revelados nas categorias de base alvinegras.

Roni está há 16 anos no Corinthians, já que chegou no futsal do clube em 2004. Ele foi transferido para os gramados com 11 anos e sempre foi o capitão do Corinthians em todas as categorias que atuou, principalmente pelo seu estilo aguerrido dentro e fora das quatro linhas.

Aliás, foi em uma tragédia fora de campo que ele mostrou sua liderança e fama de comprometido. Em dezembro de 2016, Roni perdeu o irmão mais velho, Tupã, e, segundo apurou a reportagem, se recusou a abandonar o Corinthians em uma Copa-RS após ficar sabendo do falecimento. Mesmo abalado, o atleta demonstrou raça em todos os jogos e só deixou a competição quando o clube alvinegro foi eliminado.

NO RIVAL

O irmão de Roni jogou no time B do Palmeiras, que o dispensou após identificar um problema cardíaco. No entanto, Tupã continuou atuando na várzea, onde ganhava um pouco de dinheiro para ajudar a família. Mas sofreu uma parada cardíaca jogando, ficou em coma e morreu poucos dias depois.

Após a vitória contra o Bahia, Roni fez questão de dedicar o gol ao seu irmão. O volante disse que está cumprindo uma promessa que fez a Tupã.

"Gol muito especial, faz mais de 16 anos que estou no Corinthians, e o sonho sempre foi jogar no profissional, fazer um gol. Trabalhei muito, só eu e minha família sabemos o que passamos. Queria dedicar esse gol para o meu irmão. Ele faleceu", afirmou ao Premiere.

Folhapress

Fale com o Folha da Região!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários