No final de julho, o ministro da Economia, Paulo Guedes, entregou a proposta de reforma tributária, na qual livros, hoje isentos de tributação, passariam a ter uma taxação de 12%, o que faria o valor final aumentar em, pelo menos, 20%. Questionado sobre o motivo para taxar os livros, o ministro afirmou que são itens de elite e quem pagaria esse valor extra seriam as classes mais altas. A plataforma de entretenimento financeiro Me Poupe!, levantou, porém, em pesquisa feita em parceria com a Toluna, fornecedora líder de insights do consumidor sob demanda, que 48% da classe A, 51% da classe B, 41% da classe C e 48% dos endividados buscam livros para se informar hoje no Brasil.
Entre o público que acompanha a Me Poupe!, fundada pela especialista em finanças Nathalia Arcuri, para a parcela que recebe até um salário mínimo, os livros são o segundo veículo mais consumido para se divertir e se informar e o terceiro colocado para quem ganha entre R$ 1.046 e R$ 3 mil por mês.
“Isso quer dizer que o livro não é um recurso da elite, é uma necessidade urgente do brasileiro. Ao dizer que pobres não se interessam por livros, Paulo Guedes reconhece a discrepância entre o ensino pago e gratuito no Brasil. Quem tem dinheiro aprende a aprender. Quem não tem, continua na ignorância. É por posicionamentos assim que precisamos continuar lutando pela democratização do aprendizado”, afirma Arcuri.
Araçatuba, da redação.
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