Artigo

Turismo Receptivo

Por Redação |
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ARTIGO - FRANCISCO ANTÔNIO RODRIGUES

Se por um lado temos as pessoas que viajam para os mais diversos destinos turísticos, por outro, temos as pessoas que recebem esses viajantes em suas cidades. À função destas pessoas, chamamos de Turismo Receptivo.

Todo o setor de serviços das cidades, seja com objetivo específico de atendimento ao visitante ou para os munícipes - que também pode ser utilizado pelos turistas - compõe o cenário do turismo receptivo. Por exemplo: Um restaurante que normalmente atende apenas os cidadãos de Araçatuba durante os dias da semana e que, aos finais de semana, também atente turistas que vêm para a cidade, entende-se que é um equipamento de atendimento municipal que compõe o quadro de equipamento do turismo receptivo, também.

E esse exemplo serve para vários tipos de estabelecimentos de uma cidade: Shopping, supermercado, lotérica, salões de eventos, teatros, bares, igrejas, salões de beleza, padarias, calçadões e outros tipos de serviços especificados pela Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo e pelo Ministério do Turismo.

Captar esse tipo de informações também serve ao banco de dados do CADASTUR (como já dito em outros artigos neste jornal) e, cabe às prefeituras, na figura de suas secretarias e diretorias de turismo, o fornecimento destas informações.

Mas, porque investir recursos no Turismo Receptivo? Primeiramente, uma das principais fontes de informações aos turistas é o site da prefeitura do local para onde ele pretende viajar. Sendo assim, quanto mais informações disponíveis, seja de atrativos turísticos, seja de serviços disponíveis, melhor. Pois tem-se a noção do que fazer e a quem recorrer quando alguma necessidade surgir.

Em segundo lugar, é possível entender onde a administração pública pode investir para capacitar os munícipes, agentes estes, diretos e indiretos do Turismo Receptivo, os quais poderão aproveitar melhor a atividade turística, gerando mais receita para si e ao município. Terceiro passo, todas as empresas cadastradas tem facilidades e linhas de crédito específicas, voltadas para o desenvolvimento de suas funções, produtos e serviços.

Imagine a situação: Seu banco está com juros altos ou não disponibiliza uma linha de financiamento que atenda às suas necessidades. Você teria maior êxito se procurasse outras fontes de investimento, como são os casos do FUNGETUR - Fundo Geral de Turismo; PROGER Turismo Investimento; PROGER Urbano Empresarial; FNE - Programa de Apoio ao Turismo Regional (PROATUR); FNO - Programa de Financiamento do Desenvolvimento Sustentável da Amazônia; FCO Empresarial - Linha de Crédito de Desenvolvimento do Turismo Regional; BNDES Automático - Turismo, Comércio e Serviços; PROGER - INVESTGIRO CAIXA TURISMO; e por aí vai. Há uma infinidade de oportunidades.

Numa próxima etapa, o CADASTUR e os sites governamentais são vitrines gratuitas ao marketing de todos citados. Logo, apostar nessas iniciativas é eficaz e totalmente viável para garantir que o Turismo Receptivo obtenha o patamar sustentável que todos os municípios desejam. Não só o saber viajar é importante, mas também, o saber receber.

Francisco Antônio Rodrigues é Turismólogo, empresário e escritor amador

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