Um tanoeiro (pessoa que fabrica toneis e barris), de 56 anos, teve a orelha decepada ao tentar evitar que uma manicure, de 31 anos, fosse esfaqueada na noite deste sábado (1º) em um campo de futebol ao lado do pronto-socorro municipal, próximo ao centro de Araçatuba. Ele foi confundido com o agressor da mulher e ainda apanhou de populares antes da chegada da polícia.
Uma equipe da PM foi acionada para comparecer no local dos fatos, conhecido como Campo do Ferrinho, na rua Rosa Cury, ao lado do pronto-socorro, onde um homem estava esfaqueando uma mulher. No endereço, os PMs encontraram populares que tentavam agredir um homem apontado como o autor do esfaqueamento da mulher.
As pessoas foram contidas e os policiais conversaram com o homem. Ele relatou que presenciou um homem identificado como Sílvio, desferindo golpes de facas na manicure. No entanto, o tanoeiro era uma das pessoas que populares queriam agredir, imaginando que ele fosse o autor do esfaqueamento.
Os PMs apuraram que o tanoeiro sofreu um ferimento na orelha esquerda, que estava parcialmente decepada. Ele afirmou que o autor foi o homem identificado como Sílvio. O tanoeiro disse que Sílvio se voltou contra ele quando tentou impedi-lo de continuar esfaqueando a manicure, e , se não interviesse, ela morreria. Após esfaquear a manicure e o tanoeiro, o acusado fugiu. A mulher, que foi encontrada passando por atendimento no pronto-socorro, disse aos policiais que chegou em Araçatuba há duas semanas e conheceu o acusado (Sílvio) no Centro Pop, já que estava em "situação de rua". Ele lhe ofereceu moradia em uns quartos improvisados no Campo do Ferrinho.
A manicure explicou que ocupava o mesmo quarto que o acusado Sílvio, mas não mantinha com ele qualquer envolvimento amoroso. No entanto, neste sábado, o homem ficou alterado e ambos tiveram uma discussão. A mulher foi empurrada e, em seguida, golpeada por três vezes com uso de faca. Ela foi atingida no braço direito, seio do mesmo lado e região das costas, lado esquerdo, e ficou internada em observação no pronto-socorro municipal. O tanoeiro foi atendido e liberado, e esclareceu que cuida do campo de futebol, que é uma área particular, e também ocupa e pernoita em um dos quartos, o qual fica ao lado do quarto de Sílvio. Uma equipe da polícia científica examinou o quarto onde se deram os fatos e que é a "casa de Sílvio". A faca utilizada por ele não foi localizada.
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