Araçatuba

Ainda na onda Bolsonaro, PSL quer candidato próprio

Por Redação |
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O PSL (Partido Social Liberal) - que foi o partido que elegeu o presidente Jair Bolsonaro deverá ter candidato próprio a prefeito em Araçatuba, segundo o presidente local da sigla, vereador Denilson Pichitelli.

A determinação é da executiva estadual do partido, que se reuniu com representantes municipais nesta quinta-feira (6), em Capivari (SP).

Pichitelli, que participou da reunião, disse que a orientação é ter um candidato a prefeito e, se não for possível, pelo menos emplacar um vice. A decisão vale para outras cidades do Estado em que o partido mantém diretório municipal.

“O partido trabalha para lançar candidato a prefeito ou vice em vários municípios”, disse Pichitelli, que afirmou já estar conversando com pretensos pré-candidatos. “A ideia é trazer um nome forte para o PSL, que tenha realmente chances de vencer”.

Nesta quinta-feira (6), o PSL realiza uma reunião, a partir das 19h, em Araçatuba, na sede da Unicesumar (Rua Floriano Peixoto, 614). O objetivo é discutir pré-candidaturas a vereador e também a prefeito.

“A reunião é mais para conhecer os pretensos candidatos do PSL, pois pretendemos formar uma chapa forte em Araçatuba e fazer pelo menos dois vereadores”, afirmou.

RECORDE

O PSL, com o presidente Bolsonaro, obteve votação recorde em Araçatuba em 2018, No segundo turno, quando disputou com o petista Fernando Haddad, a legenda obteve 80.353 votos no município.

No dia 12 de novembro do ano passado, no entanto, Bolsonaro resolveu deixar a legenda. A saída de Bolsonaro ocorreu após uma série de desentendimentos entre ele e o presidente do PSL, Luciano Bivar. No mês passado, Bolsonaro afirmou a um apoiador para "esquecer" o partido, acrescentando que Bivar está "queimado para caramba". Essa declaração de Bolsonaro desencadeou uma crise no partido, dividindo as alas ligadas a ele e a Bivar.

O presidente da República já avaliava há alguns meses a possibilidade de deixar o partido e passou a ter conversas frequentes com parlamentares e com os advogados Karina Kufa e Admar Gonzaga (ex-ministro do Tribunal Superior Eleitoral).

ALIANÇA

Assim que deixou o PSL, Jair Bolsonaro anunciou a criação de uma nova legenda, a Aliança pelo Brasil.

Mas o processo de criação de uma agremiação partidária não é simples. Da elaboração do estatuto à aprovação do registro pela Justiça Eleitoral, são exigidos desde documentos e cumprimento de prazos até o apoio de um número mínimo de eleitores em todos os estados.

De acordo com o TSE, há 76 partidos em formação que comunicaram ao tribunal que já iniciaram o processo. Entre os que aguardam aprovação, está o Partido Nacional Corintiano (PNC).

PREFEITO

Primeiro prefeito eleito pelo PSL no Brasil, Everton Sodario, de Mirandópolis, disse pretende recorrer às eleições deste ano ainda pela agremiação.

“Eu sigo o presidente Bolsonaro para onde ele for. Mas como a criação do Aliança ainda não deverá estar concretizada até o prazo eleitoral, devo continuar no PSL”, afirmou.

Com informações: Regional Press

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